A verdade sobre os técnicos do São Paulo
A imprensa repete o tempo todo que o São Paulo troca muito de técnico. Isso é verdade, mas há dois dados a se considerar: o primeiro é que outros times também trocam (vide o caso do Palmeiras); o segundo é que trocar de técnico não é causa, mas consequência - o clube contrata mal, LOGO, troca toda hora. Vejamos.
Desde que o Muricy saiu em sua última passagem, o clube teve nove técnicos efetivos. Não conto os interinos, exceto quando Jardine virou efetivo. Excetuando-se o Osorio (que saiu porque quis), todos os outros ou eram técnicos em decadência, ou eram técnicos inexperientes, sem pegada para o tamanho do desafio. Confira abaixo:
Doriva: substituiu Osorio, com uma proposta de jogo totalmente diferente. Depois que saiu, nunca mais se acertou em clube nenhum, o que evidencia que o problema não era o São Paulo.
Edgardo Bauza: depois que saiu do São Paulo, acumulou fracassos em todas as suas passagens, chegando a ser demitido de três trabalhos num mesmo ano. Hoje está desempregado.
Ricardo Gomes: sem comentários. Técnico com problemas de saúde. Hoje está desempregado.
Rogério Ceni: quando assumiu, jamais tinha treinado nenhum time em nenhuma categoria. Nem o Guardiola começou a carreira assim.
Dorival Junior: foi contratado em baixa na carreira. Não ganhou nada depois que saiu e hoje está sem clube.
Diego Aguirre: o melhor momento de sua carreira havia sido um vice da Libertadores. Teve duas passagens ruins por clubes brasileiros e estava desempregado quando foi contratado. Hoje, trabalha na Arábia.
Andre Jardine: nunca treinara nenhum time profissional até assumir. Voltou ao Sub23 (seleção).
Cuca: outro exemplo de técnico vencedor (como Bauza), mas contratado em decadência, num momento de baixa na carreira. Outro técnico com problemas de saúde. Outro técnico que vinha de dois trabalhos fracos (Palmeiras na segunda passagem e Santos).
Em resumo: sim, é verdade que o São paulo muda de técnico toda hora. Porém, é verdade também que o clube contrata mal, optando sempre por técnicos muito "verdes" (imaturos) ou em decadência, perto do fim de carreira. O clube gasta em contratações, mas sempre economiza na hora de contrata um técnico. Nunca contrata um técnico no auge, nem o técnico do momento. Só novato ou decadente.
Quando mudar de treinador de novo, é bom pensar em um técnico que não seja nem tão novo, nem tão velho, que tenha experiência mas que ainda não tenha passado pelo melhor momento da carreira. Na Europa, é assim que os grandes clubes pensam: contratar alguém que ganhe títulos no futuro, não no passado. Vide o Mourinho, que não arruma emprego em lugar nenhum mais, apesar de ter tantos títulos na carreira.
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