Henrique e a nova realidade do futebol,por Daniel Perrone
seg, 22/08/11
por daniel perrone |categoria Base Tricolor
Nação do Maior do Mundo;
A notícia que agitou o domingo, muito mais que o morno empate no frio Morumbi, foi a recusa do atacante Henrique de voltar a jogar no seu clube, o São Paulo. O jogador deu entrevistas confirmando a vontade de não atuar mais pelo Maior do Mundo, após o título mundial conquistado na Colômbia neste final de semana.
Antes de mais nada, convido todos a lerem (ou relerem) o post de Plano de Carreira do clube aos seus atletas de base: http://globoesporte.globo.com/platb/danielperrone/2011/08/18/o-plano-de-carreira-do-sao-paulo-fc/
Henrique é mais um caso de jogador orientado pelo seu empresário (o mesmo do jogador Oscar) a deixar o clube, sob alegação de “falta de oportunidade” na equipe titular. O caso é diferente do Oscar que em sua briga para sair do clube alegou que não tinha ambiente no SPFC, era “mau tratado” e ainda tinha um débito pendente de R$ 3 mil reais. Foram essas alegações que pesaram na decisão em primeira instância da juíza que o liberou para jogar no lugar que quisesse. Atualmente Oscar está no Internacional e São Paulo ainda está recorrendo dessa decisão. No caso de Henrique não há ação do jogador contra o clube, pelo menos nesse momento. Até agora só há entrevistas e o que saiu nos sites de notícias. Enquanto se espera uma conversa para um desfecho amigável, o caso não vai para a esfera jurídica.
Sem querer entrar no mérito da qualidade técnica ou caráter do jogador, a avaliação aqui é outra. É claro que a saída de Henrique é mais um trabalho de seu empresário. Pelo que sei, o jogador foi orientado a recusar a proposta do SPFC para ter seu salário aumentado dentro das condições do plano de carreira existente no clube e, valorizado na seleção de base, recebeu ofertas de outros lugares para atuar.
Acredito que Henrique não teve mais oportunidades que deveria no Tricolor porque não aceitou o Plano de Carreira do clube. Ademílson, por exemplo, se estiver com a negociação de contrato resolvida (assim como todos os jogadores do elenco), também deverá ter suas oportunidades pois de fato o São Paulo privilegia sua base nestes últimos tempos. É só ver a escalação atual. Por que não haveriam oportunidades?
Existem casos e casos no CT de Cotia. Enquanto jogadores como Oscar e Henrique optam por sair, outros como Lucas, Wellington, Bruno Uvini, Luis Eduardo e Henrique Miranda preferem ficar. Entre eles e os clubes, acontecem os negócios (bom para todas as partes – clube, empresário e jogador) ou não. E pelo visto a “treta”não é só com o São Paulo. É bom o torcedor se acostumar com a não tão nova realidade do futebol brasileiro: Acontecerá em clubes que trabalham as categorias de base, não importa o tamanho. Uns ficarão e outros zarparão.
O mais triste disso tudo é ter que se conformar que o futebol mudou de dono. Por incompetência e desunião dos diretores de clubes, os empresários tomaram conta desse esporte. Amor a camisa não existe mais faz tempo, mas ao menos deveria existir ética ou reconhecimento pelos serviços prestados. Vejam a Argentina: Afundou por causa justamente desse novo posicionamento do futebol. E o caminho para os celeiros de jogadores, como o Brasil, pode ser o mesmo.
Abre o olho, Pelé!
Saudações tricolores!
PS: Não está em questão mas muita gente pediu que eu avaliasse o jogador Henrique. Eu considero um atacante mediano para bom, que ainda não deslanchou no SPFC nem tinha deslanchado na seleção de base do Brasil. Sua posição está escassa no Brasil. Quando foi emprestado para o Vitória ano passado disputou o campeonato na reserva. Se fosse para apostar em outro jogador de base eu apostaria muito mais no Ademílson. Quanto ao caráter, mesmo sem conhecer pessoalmente o jogador, pelo que vi nesses últimos dias (inclusive tirando sua conta no Twitter) tenho sérias restrições.
Me siga no Twitter: http://twitter.com/danielperrone
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