Chilavert põe São Paulo como time mais difícil da vida !!!
http://www.foxsports.com.br/news/305073-chilavert-poe-sao-paulo-como-time-mais-dificil-da-vida-e-diz-ceni-aprendeu-muito-comigo
Quando falamos em goleiros-artilheiros, é difícil não lembrar do nome de José Luis Chilavert, que por quase duas décadas foi o responsável por defender a meta da Seleção Paraguaia. Importante figura do futebol Sul-Americano nos 90, quando ganhou praticamente tudo com o Vélez Sarsfield-ARG, o arqueiro foi um dos responsáveis pela única conquista da Libertadores do clube argentino, em 1994, quando em pleno Morumbi, foi decisivo na disputa de pênaltis que deixou para trás o então bicampeão do torneio e mundial São Paulo.
Em entrevista exclusiva ao FOXSports.com.br, Chilavert lembrou daquele fatídico dia 31 de agosto de 1994, e afirmou com toda certeza: Aquele São Paulo comandado por Telê Santana foi a equipe mais difícil que já enfrentou na carreira. E olha que o goleiro tem duas Copas do Mundo (1998 e 2002) na bagagem.
Um dos pioneiros na empreitada dos goleiros em se arriscarem nas cobranças de pênaltis e de falta, o paraguaio foi um dos destaques daquela decisão que colocou brasileiros e argentinos frente a frente pelo título de melhor da América. Único estrangeiro que formou o 11 inicial do Vélez para a final, ele foi peça fundamental na disputa por pênaltis que teve vez após a vitória do São Paulo por 1 a 0 no tempo regulamentar. Além de defender a cobrança de Palhinha, ele ainda converteu a sua, e o placar terminou favorável em 5 a 3 para os adversários.
“Realmente foi maravilhoso sair do Brasil como campeão, derrotar uma equipe extraordinária com jogadores excelentes como Zetti, Juninho Paulista, Müller, e comandada por uma pessoa que vou respeitar até a minha morte, que para mim foi um treinador fantástico, excelente, um dos melhores do planeta, que foi Telê Santana”, lembrou Chilavert.
Derrotar os atuais bicampeões do torneio e da Taça Intercontinental naquele momento não foi tarefa fácil. O arqueiro lembrou da pressão que a torcida do São Paulo fez sobre os argentinos, em um Morumbi abarrotado com mais de 90 mil pessoas. Segundo ele, enfrentar o Tricolor naquela época, seria o mesmo que ter pela frente o Barcelona dos dias de hoje.
“O São Paulo jogou bem, tinha méritos suficientes para ganhar aquela partida, que foi muito difícil. Nós suportamos bem à pressão, à responsabilidade, tinham muitos torcedores do São Paulo no estádio, mas fomos oportunos e fizemos uma excelente disputa de pênaltis, onde eu felizmente pude agarrar a cobrança do Palhinha. Foi a equipe mais difícil que já enfrentamos na Libertadores, porque era um time excelente, o São Paulo naquela altura era como o Barcelona dos dias de hoje, pela qualidade de jogadores que tinha. A forma como o Vélez Sarsfield jogou é motivo de orgulho, mostramos muita eficiência e saímos campeões”, afirmou.
Autor de 67 gols na carreira, o goleiro ainda aproveitou para elogiar Rogério Ceni, que ainda era reserva de Zetti na época da decisão, mas sempre foi um dos seus "discípulos", e não à toa colocou 131 bolas nas redes.
“O Rogério Ceni para mim foi um dos melhores goleiros, me impressiona a facilidade que ele tinha em bater pênaltis e faltas, posso dizer que ele aprendeu bastante comigo (risos)", completou.
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