Maior vexame da história do Tricolor
Já se passaram dois dias do MAIOR VEXAME DE NOSSA HISTÓRIA. Foram para a lata do lixo toda a nossa história internacional e o respeito que tínhamos fora do Brasil. Ser desclassificado pelo Defensa y Justicia (DyJ) em pleno Morumbi superou o vexame de 2016 na Copa do Brasil, ao assistirmos o time ser desclassificado pelo Juventude. Se escrevo apenas hoje é porque ontem estava um tanto abalado para conseguir formar um raciocínio medianamente coerente.
Sou tricolor desde 1976, já vi esquadrões nossos derrotados por equipes mais modestas por conta da mediocridade do técnico. Já vi times não tão talentosos vencer equipes mais estreladas na base da superação e aplicação. Não sou torcedor de sofá, vou ao estádio com frequência, sendo sócio-torcedor desde 2013 exatamente para poder comprar os ingressos com conforto, comodidade e antecedência, sem ter de me preocupar se o estádio vai lotar ou não
Fico imaginando o DyJ chegando no Morumbi. Além de não ter jogado rigorosamente nada em sua casa, quando atuou a maior parte do 2º tempo com um jogador a mais, os portões do estádio foram projetados para intimidar a equipe visitante, o que costuma ter mais efeito em equipes menores e sem experiência.
Da minha parte, imaginava que seria algo similar a qualquer um dois jogos SPFC x Linense, ocorrido há cerca de um mês. Enfim, um bom jogo para ir, assistir uma excelente vitória contra um time que era, e continua sendo, uma porcaria. Meu sinal de alerta acendeu quando ouvi que Neilton seria escalado como titular. Bom, eu não sou técnico e entendo pouco desse ofício, quem sabe não é um jogo contra um time fraco que o garoto precisa para pegar confiança. Apesar dele ter enfrentado um bom número de equipes fracas no Campeonato Paulista e não ter produzido coisa alguma quando entrou, sendo contestado exatamente por isso
E o time inciou confiante e envolvente. Primeira jogada, roubou a bola e enfiou para Pratto marcar impedido. Segunda jogada, Tiago Mendes foi levando a bola, a defesa deles recuando e um belíssimo gol. Nesse ritmo, seria uma goleada, claramente o time deles estava assustado.
Nesse exato momento, o time separou as três linhas, os laterais não avançavam e ultrapassavam os meias que tinham a bola. Até Jucilei, geralmente um monstro, disputava as bolas que sempre sobravam para um adversário, porque qualquer jogador do nosso time estava a léguas de distância. Lucão, bem era Lucão, com a habitual falta de posicionamento e calma para rebater as bolas. Bruno defendia tão mal como sempre e não apoiava. J. Schimdt estava claramente contando os minutos que faltavam para ir para o Atalanta. Em cinco minutos, o time deles marcou um gol cujo posicionamento do time era risível, tosco e falho. Aquilo não foi um erro individual, aquilo era algo mal concebido e mal treinado, como se você estivesse jogando no Playstation e confundindo aquilo com futebol real.
E continuou assim até o fim do jogo, jogadores deles próximos, os nossos distantes tanto individualmente quanto taticamente e perdendo todas as bolas. Ao ponto de, com um atacante a mais no 2º tempo, o time ter chutado exatamente 2 bolas no gol adversário, isso enquanto precisava de gols. Ou seja, sequer conseguiu ser ofensivo, mesmo que sem método.
Eu, na arquibancada azul, só consegui chorar no final do jogo, sabendo que aquilo era uma pá de cal na nossa tão abalada reputação, que teimava em persistir no exterior uma vez que aqui dentro já havia se esvaído há muito tempo.
Para dourar a pílula, voltando para casa e ouvindo o rádio do carro, escuto a entrevista de Rogério Ceni. Nenhuma desculpa pelo posicionamento equivocado, a escalação errada, a dificuldade em ler o jogo. Ficamos com as habituais posse de bola sem que o goleiro adversário faça defesas e a convicção de que estamos no caminho certo. Como convicção sem resultados é coisa de gente burra, devemos estar é no caminho certo para a série B...
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