Análise - Por quê o SPFC faz e toma muitos gols? Pra quem curte tática!
A versão 2017 do São Paulo, ainda em construção, mostra de início uma diferença relevante para a anterior. Enquanto no Campeonato Brasileiro de 2016 o time sem sal fazia e sofria poucos gols, a equipe atual tem jogos bem mais emocionantes. Após quatro rodadas, é o melhor ataque do Paulistão (12 gols), mas tem também a segunda pior defesa (9) – o Linense levou 13.
Em busca de equilíbrio e de manter a liderança do Grupo B do torneio estadual, o Tricolor entrará em campo às 20h30 (de Brasília) desta terça-feira, contra o São Bento, no Morumbi.
A mudança passa pelas ideias da nova comissão técnica, capitaneada por Rogério Ceni. O período de adaptação da equipe à aplicação do modelo de jogo baseado no ataque provoca turbulências defensivas, mas turbina o desempenho dos jogadores de frente, criticados há pouco.
Por que o São Paulo faz mais gols do que se esperava?
É um time que pressiona o adversário na construção das jogadas e, quando consegue roubar a bola, tem velocidade para chegar ao gol. Foi assim que o Tricolor virou o jogo sobre a Ponte Preta, com Gilberto, e o Santos, em gol de Luiz Araújo.
A movimentação dos jogadores de meio-campo e ataque também é um trunfo. Luiz Araújo, contra a Ponte Preta, esteve dos dois lados. Quando foi para a direita, participou de três gols. Os meias centralizados têm liberdade para chegar à área. Thiago Mendes tem feito isso com frequência. Cícero, porém, ainda deixa a desejar nesse aspecto.
Por que o São Paulo sofre mais gols do que se esperava?
Pelo menos três dos nove gols sofridos no Paulistão foram decorrentes de falhas individuais. Sidão admitiu duas, em gols de Matheus Jesus, da Ponte Preta, e Copete, do Santos. A pior de todas foi a de Maicon, no gol de Rafhael Lucas, do Mirassol.
Mas as falhas individuais são parte do processo. A recomposição ainda encontra problemas, principalmente porque Cueva tem tido mais liberdade na marcação, e isso obriga o centroavante a, muitas vezes, acompanhar o lateral. Gilberto não fez isso com Zeca no clássico contra o Santos, na origem do gol de Copete.
No último sábado, Neilton marcou com passividade do lado esquerdo, foi driblado e o Mirassol conseguiu o empate nos acréscimos.
A missão do São Paulo a partir desta terça-feira é ter equilíbrio. Continuar fazendo gols e ser mais seguro.
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