O mais importante da vitória foram o poder de reação e a consciência do time
Amigo são-paulino, leitor do spfc.net, o São Paulo conseguiu uma grande vitória, de virada, em Florianópolis sobre o Avaí. Mais importante até do que o próprio resultado foi a consciência que o time teve durante todo o jogo e o poder de reação. Afinal, enquanto o ex-lider do campeonato foi lá, fez 1 a 0 e tomou a virada para 3 a 1, o Tricolor foi lá, tomou 1 a 0 e conseguiu a virada para 2 a 1.
Adilson Batista já deu mostras claras que ele definiu o time que jogou as três últimas partidas como o titular, onde Wellington virou segundo volante e Denilson é quem fica preso na defesa, enquanto Carlinhos flutua pelo meio de campo. Rivaldo, hoje Cícero, fica mais adiantado entre os dois atacantes, formando quase um esquema teórico 4-3-1-2. Com isso ele perdeu a capacidade de marcação de Wellington, que não se encontrou nessa nova função e será facilmente substituído por Casemiro, quando voltar da Seleção Sub-20.
No jogo de hoje Cícero fez a função de Rivaldo, que foi poupado. E no primeiro tempo estava muito mal. Como meia, não conseguiu criar jogadas, errou passes e acabou se escondendo da partida, preso na marcação adversária.
Sem esse meia, o São Paulo era obrigado a fazer a ligação direta ou contar com algumas arrancadas dos zagueiros. Além disso, muita troca de bola lateral, sem qualquer profundidade.
Adilson Batista mudou o posicionamento de Cícero para o segundo tempo e ele passou a atuar mais avançado, quase como centro-avante. A armação ficou toda concentrada em Carlinhos com alternância entre Dagoberto e Lucas, que recuavam para buscar a bola.
O São Paulo tomou o gol aos 12 minutos e não amoleceu, não sentiu o impacto. Continuou com o mesmo ritmo e foi avançando para cima do Avaí. A mudança de Adilson deu resultado e Cícero, como centro-avante, acabou marcando os dois gols e ainda teve um anulado.
Com o palcar na frente, Adilson mudou o sistema tático do time, colocando Ilsinho no lugar de Jean, recuando Wellington para a função de primeiro volante e Denilson para o miolo de zaga. Com o 3-5-2 o time deixou de correr tantos riscos e teve em Ilsinho outro jogador para ajudar a prender a bola na frente. Depois com Fernandinho no lugar de Dagoberto para puxar o contra-ataque acabou prendendo, além dos três zagueiros, um lateral do Avaí em seu campo. E foi só deixar o tempo passar.
Essa maturidade do time me deixou admirado e tirou um pouco do ceticismo que eu estava quarta-feira, quando vi o time ganhar do Bahia por 3 a 0, mas com os gols saindo por erros do adversário do que pelos nossos méritos. Agora, não. Já vejo uma luz no fim do túnel.
windison
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