Michel, Ganso e Wesley são os Pilares da Crise. Leiam e comentem

Michel, Ganso e Wesley são os Pilares da Crise. Leiam e comentem

marceltecsegtrab

Agora dentro das regras do site (Creio eu), segue:

O elenco do São Paulo rachou de vez essa semana. Desde a derrota para o The Strongest quarta-feira (17), o São Paulo vive clima de briga e picuinha dentro do vestiário. Michel Bastos e Lugano dividem o elenco e o tricolor está rachado.

Além de salários, premiações e dívidas, o ego tem sido fator de desavença no elenco. Conheça os detalhes do que realmente aconteceu com o São Paulo em 2016.

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São Paulo: com salários atrasados atletas brigam por liderança no vestiário

Michel Bastos líder

Tudo começou em 2015, ainda, quando Michel Bastos, Wesley, Ganso, e mais alguns jogadores viram a oportunidade de serem lideres, com a saída de Rogério Ceni. Bastos e Ganso começaram a puxar a roda de jogadores para seu lado e aos poucos foram ganhando confiança. Principalmente nos momentos finais, com a contusão de Ceni.

Ainda no final de 2015, Ataíde Gil Guerreiro, Vice de Futebol do clube reuniu todos e explicou o que acontecera com o São Paulo e o porquê dos atrasos de salários. Disse que o problema seria resolvido em 2016, mas que até março deste ano, ainda haveria atrasos e que seria por conta de ajustes de ativos do clube.

Para se ter uma ideia, o São Paulo não tinha o dinheiro da TV em 2015, antecipado por Juvenal ainda em 2014, e vivia com recursos escassos. A folha era alta, cerca de R$ 11 milhões no início de 2015, drenada para pouco mais de R$ 7,5 milhões após as vendas de meio de ano.

Michel Bastos e Ganso, líderes do movimento, acataram e colaboraram. O clima melhorou e o São Paulo conseguiu a classificação. Mas o 6 a 1 ante o rival Corinthians deixou muita coisa ainda sem explicação.

A corda começou a ruir na despedida de Rogério Ceni, quando Lugano foi colocado como “novo” capitão do São Paulo e líder de uma nova jornada para a equipe. Mesmo sem ter sido contratado.

O clima da festa e as declarações de Ceni à imprensa, fazendo referência ao espírito de grupo e o coletivo antes do individual, foram alfinetadas certeiras para o elenco de 2015.

Virada de Ano e Edgard Bauza

A chegada do argentino, vindo de fora e sem o conhecimento dos problemas internos (jogadores), foi para criar um ambiente zerado. Mas Bauza já havia detectado por meio de conversas com Juan Carlos Osorio todos os problemas do clube.

De imediato pediu a a chegada de jogadores de sua confiança (Ortigoza, Buffarinni, Torsiglieri e Calleri) veio apenas Calleri.

Bauza foi forçado a trabalhar com esses jogadores que continuaram e bancou a vinda de Lugano, a pedido de Leco, presidente do clube e Gustavo Oliveira, gerente de futebol, pois, temiam que o elenco não teria uma liderança positiva. Também foi pedido de Rogério Ceni, para que Lugano viesse e jogasse.

Ele, Rogério, não confiava muito em Michel Bastos. Mas sempre apoiou o jogador enquanto vestiam o mesmo uniforme.

Michel tinha boa relação com Rogério, mas não gostava da autoridade do atleta no CCT, e isso incomodava não só a ele, mas alguns ali.

Lugano

O São Paulo trouxe Lugano e alguns jogadores não gostaram da chegada do uruguaio; Ganso, Wesley, Michel Bastos e Rodrigo Caio (pelo que apurei e sei, foram esses, mas há mais, porém, não há confirmação). Por outro lado, Breno, Denis, jovens da base, Bauza e membros da Comissão Técnica adoraram a chegada do Uruguaio, que ganhou ainda o apoio de Calleri.

Lugano não jogava, mas mandava e impunha um respeito conquistado pelos seus serviços prestados. Isso incomodou Michel Bastos e Ganso, mas como o uruguaio não iria a campo, o grupo quis se impor por meio de raça. Algo caracterizado por Lugano.

O time inciava um racha, mesmo sem ser nítido. Lugano jamais quis ser líder de nada, ele se tornou, pois, ganhou o respeito de todos no São Paulo.

Greve e silêncio

O São Paulo acertou com os atletas que dia 10/02 iria resolver o problema de pagamento e premiações. Parte do acordo foi cumprido, e o tricolor quitou os salários e premiação, porém, o direito de imagem não. Ataíde, ainda em 2015, havia comentado que atrasos iriam ocorrer esse ano.

Michel Bastos, Ganso, Wesley e seu grupo (que pude apurar tem um número considerável) ficaram incomodados e iniciaram a greve e silêncio. Desde o dia 11, nenhum jogador do São Paulo falava, só o treinador e os jogadores recém-chegados.

Após o jogo de domingo, apenas Lugano e Bauza prestaram apoio público a Lucão. Denis também internamente, porém, os outros atletas estavam muito bravos com Lucão e suas atuações, queriam a saída imediata do zagueiro da equipe.

Bauza não deu ouvidos e continuou a escalar Lucão. A “coisa pegou” após a derrota contra o The Strongest, na quarta.

Pós-Jogo

Após o jogo contra o The Strongest, Lugano foi ao vestiário prestar apoio e cobrar alguns atletas o fato deles não falarem à imprensa, pois daria margem a muitas interpretações erradas. Segundo Lugano, o torcedor precisa ouvir o que os jogadores têm a falar.

Michel Bastos não gostou e discutiu com Lugano sobre o assunto. Não houve vias de fato, mas a análise foi: há um racha na equipe, ou melhor no elenco. De um lado Michel Bastos, seguido por Ganso, Wesley e mais uma parte do elenco de 2015. E por outro lado Lugano, Denis, Breno, Lucão, jovens da base e os estrangeiros, que veem em Lugano o real líder.

O “bicho pegou”, Denis foi o primeiro a quebrar a tal greve e silêncio e falou com a imprensa na saída de jogo. Estava claro quem ele apoiava.

Àquela altura a torcida já elegera os culpados pela derrota e as cobranças já iniciavam.

Lavagem de Roupa suja

Na mesma quarta, após a derrota, o diretor / assessor da presidência de Leco, Rodrigo Gaspar, disse em seu twitter que Michel Bastos é erva daninha e que contamina jogadores com um mau profissionalismo.

Já na quinta-feira, conselheiros e a torcida organizada Independente foram até o presidente cobrar explicações sobre tudo que ocorreu na semana. Todos que foram até o presidente foram unânimes: Querem Michel Bastos fora do São Paulo.

Ainda na quinta, Bauza conversou com membros da diretoria e comissão técnica, ele ficou incumbido de cobrar o elenco a seu modo.

Na sexta-feira, 19, Bauza reuniu o elenco, durante 1h40 no período da manha, com portões fechados e houve uma conversa séria.

Ainda na sexta, Leco deu um comunicado ao vivo para emissoras de TVs dizendo que Rodrigo Gaspar continuaria como assessor da presidência, e que não haveria punição, por comentários pessoais após uma derrota. Colocou panos quentes.

Logo após o comunicado, alguns jogadores que seguem Michel Bastos já acusaram o golpe. Diretoria e torcida já apoiam Lugano. E Bauza também já entendeu o recado. A maior torcida organizada do São Paulo, Independente, desde quinta ataca o jogador, e exigiu que Michel saia do São Paulo.

Ataíde foi à imprensa na tarde desta sexta e tentou ser o pararraio de tudo. Foi estratégica sua entrada na mídia, a torcida já o tinha como alvo pelos problemas do São Paulo de 2015, porém, o estrago com a imagem de Michel Bastos já está feito.

Consequências

Nesse sábado Bauza treinou sem Michel Bastos, e a torcida Independente já avisou que quer a saída do jogador, por bem ou por mal. Acontece que não é tão simples assim.

O São Paulo sabe quem são os jogadores que “contaminam” o ambiente, porém, todos têm contratos e com somas altíssimas, e o clube não pode se desfazer deles, já no meio do primeiro semestre.

A conclusão é que apenas Michel Bastos precisa sair, mas não sabem como será feito.

A Independente deu prazo de uma semana. O jogador está ciente do que acontece no clube, e sabe que sua vida no São Paulo está findando.

Repórter: João Paulo Andrade - torcedores.com

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