São Paulo 2×2 Atlético-GO – Eficiência rubro-negra ofusca estreia de Adilson
O time de Adílson Batista teve 62% de posse de bola e o controle do jogo na maior parte do tempo. Distribuiu bem as ações ofensivas e teve movimentação na frente, com o 4-3-2-1 no primeiro tempo e o esquema com losango no meio-campo na segunda etapa antes e depois das substituições.
Sim, faltou contundência ao tricolor paulista, favorito absoluto no Morumbi pelo fator campo, diferença técnica e os onze pontos que separam as equipes na tabela do Brasileirão.
Porém, é dever reconhecer a eficiência do time comandado por Jairo Araújo, auxiliar de PC Gusmão que assumiu para o treinador cuidar a saúde do pai. Armado inicialmente no 4-3-2-1, sofreu com a intensidade e o volume de jogo do adversário. O sistema defensivo falhou feio no gol de Rhodolfo, que completou livre cobrança de falta de Dagoberto pela esquerda.
Mas na primeira falha coletiva da retaguarda são-paulina, Bida se infiltrou às costas da dupla de zaga muito adiantada com Jean dando condição e empatou na única oportunidade do time rubro-negro nos primeiros 45 minutos.
O São Paulo apresentou variações interessantes, como o revezamento de Jean e Wellington pela direita e Juan e Carlinhos Paraíba do lado oposto. A troca de posições de Rivaldo e Dagoberto, com Lucas mais aberto à direita, também mexeu com a marcação adversária.
O 4-3-2-1 são-paulino com revezamento de laterais e volantes pelos flancos, Lucas mais aberto à direita, Rivaldo e Dagoberto trocando de posição; Atlético-GO no mesmo esquema, porém mais cauteloso.
No segundo tempo, Rivaldo apareceu mais na área, onde é mais decisivo. Mesmo na reta final da carreira. O gol de cabeça após novo centro de Dagoberto pela esquerda deixa claro que seu posicionamento é no ataque. Ainda que desperdice oportunidades cristalinas como o chute por cima, à frente de Márcio, após roubada de bola de Lucas, que atuou muito mais na ligação no segundo tempo.
O Atlético-GO não ficou mais ofensivo com a troca do volante Romulo, ex-Flamengo, pelo atacante Felipe, repaginando a equipe no 4-3-1-2. Mas novamente foi preciso no ataque: centro de Rafael Cruz, cabeçada de Anselmo no contrapé de Ceni. Jean e Xandão falharam no lance.
Adílson já trocara o estreante Denílson, de atuação correta, por Rodrigo Caio. Mandou a campo Fernandinho e depois Cícero nas vagas de Carlinhos Paraíba e Rivaldo. O 4-3-1-2, com Lucas na ligação, ficou mais definido. Jairo Araújo respondeu com Joílson no lugar de Bida e depois o zagueiro Leonardo na vaga de Thiaguinho.
No 3-4-1-2, o time goiano resistiu a pressão e foi feliz na arrancada de Fernandinho, que limpou três marcadores em velocidade e chutou para Márcio salvar com a ponta dos dedos. Dagoberto estava livre ao lado.
No final, São Paulo no 4-3-1-2 com Lucas na ligação e Fernandinho na frente abusando da velocidade; Atlético-GO no 3-4-1-2 resistiu à pressão.
O São Paulo deve se ressentir da ausência de Casemiro no meio-campo, mesmo com os reforços à disposição. O desafio de Adílson, mais uma vez, é equilibrar seu time com a filosofia ofensiva que costuma implantar e sistema defensivo mais sólido, sem abusar da tática do impedimento que costuma punir retaguardas lentas e desentrosadas.
O resultado na estreia do treinador não foi o esperado, mas o desempenho não foi frustrante para um início de trabalho. Mais justo é reconhecer o mérito do oponente, que não sai da zona de rebaixamento com o empate. Mas foi às redes nas duas conclusões na direção do gol.
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