Itaquerão, um estádio genuinamente e exclusivamente brasileiro
Hoje provavelmente a FIFA anunciará o estádio corintiano na abertura da Copa 2014, sem dúvida, uma grande conquista para o Corinthians. É de se lamentar apenas a forma como a conquista se deu, seja em relação à questões de natureza legal, sem quanto aos critérios políticos adotados pela entidade máxima do futebol, conforme muito bem explicado por Andrew Jennings.
Na segunda-feira, o clube apresentou garantias financeiras cujas contas simplesmente ‘não fecham’. Dos 3 valores que compõe o orçamento, somente 1 deles é consistente. Apenas os R$ 130 milhões, que seriam provenientes de naming rights, é que tem fundamento. Os R$ 400 milhões do BNDES ninguém sabe como será pago (já que os naming rights cobrirão outra parte da conta). Os R$ 420 milhões dos CIDs são surreais, pois desconsidera o ágio.
Não é de se estranhar que as garantias tenha sido aceitas, afinal de contas, foram analisadas por ninguém mais, ninguém menos, que Ricardo Teixeira. O risco maior agora é que, durante a obra, a inconsistência dos valores acabe vindo à tona, e o Poder Público seja forçado a bancar o prejuízo (mais do que já está bancando).
Mais incrível ainda é o fato da Prefeitura abrir mão de quase meio bilhão de reais em prol de uma obra privada.
É importante deixar claro que não se trata de simplesmente isentar a obra do estádio do pagamento de impostos (o que até seria aceitável). No caso, a Prefeitura está abdicando de impostos que existiriam independentemente da construção do estádio (já que os CIDs foram estendidos para todo o município ao invés de serem restritos apenas à Zona Leste).
Também não se pode esquecer das licenças ambientais, aprovadas ‘nas coxa’ pela Prefeitura. Na avaliação de Paulo Scofield, consultor técnico da área de engenharia da Petrobras, qualquer licenciamento ambiental de dutos exige um estudo sobre os riscos da obra feito por um consultor independente, para “evitar que os interesses de uma empersa se sobreponham ao interesse público”. Pois bem, não foi isso que a Cetesb fez, que preferiu aprovar tudo em apenas 7 dias, sem nenhuma consultoria externa. Resultado: dutos com produtos inflamáveis que geralmente ficam à 15m de residências, ficarão à apenas 5 m.
Enfim, um estádio genuinamente brasileiro: recheado de recursos públicos, com atropelo dos trâmites legais e uma dose cavalar de politicagem.
- Quase veio: Gustavo Scarpa explica o porque de ter recusado o São Paulo
- São Paulo, Atlético-MG e gigante europeu disputam a contratação de Nicolás Scotti, joia uruguaia
- Desfalques importantes: São Paulo se prepara para enfrentar o Santos com perdas de peso
- São Paulo pode perder contrato de R$1 bilhão por conta de medidas federais; entenda

Notícias
São Paulo mira recorde histórico em final feminina no Morumbi
Treino intensivo no CT prepara São Paulo para San-São no Morumbi
Refém das lesões: São Paulo perde jogadores por lesão até o fim do ano
De olho no g6? São Paulo ganha reforços na preparação para encarar o Santos
Ingressos da final no Morumbi: São Paulo tem vantagem contra o Corinthians
São Paulo vive impasse com Cédric Soares e Enzo Díaz para rescindir contratos
São Paulo enfrenta crise financeira com nova lei sobre apostas e futuro da Superbet em xeque
Bobadilla prioriza recuperação e deve estar disponível contra o Santos
Elenco do São Paulo de 2023: Veja o paradeiro dos atletas três anos após a conquista da Copa do Brasil
Torcida do São Paulo lança Tricoler, novo clube de leitura para são-paulinos
Data definida: Saiba quando Lucas deve estar disponível para o São Paulo
Olho neles: Saiba o desempenho dos 6 atletas emprestados pelo São Paulo
São Paulo perde Domingos Duarte por ligamento e avalia Toloi, Sabino e Osorio
São Paulo vira sobre Corinthians e quebra tabu na final
Marco Aurélio se retira da corrida presidencial do São Paulo