O impacto imensurável de tantas eliminações. Chegou a hora de chutar o balde dessa diretoria.

O impacto imensurável de tantas eliminações. Chegou a hora de chutar o balde dessa diretoria.

wenderpeixoto

Direto e reto. Se formos considerar o prejuízo financeiro causado por tantas eliminações, o custo é altíssimo. Imagine o que o clube deixa de ganhar com cota de TV, renda do Morumbi, valorização de jogadores, exposição da marca e patrocinadores, conquista de jovens torcedores, formação de novos ídolos, venda de camisas, venda de produtos licenciados, PPV, premiações.

Vamos falar basicamente do mensurável mais próximo. Por exemplo, rendas e premiações. Podemos considerar um padrão de renda média para as finais do Paulistão em R$ 3 milhões e para os demais jogos decisivos importantes nas competições maiores.

No Paulistão, poderíamos ter chegado à final em três situações (2007, 2008 e 2012). Prejuízo de R$ 9 milhões somente em renda. Nesses três anos nós tínhamos todas as chances de vencer a competição, que premia o campeão em R$ 2,5 milhões. Ou seja, mais R$ 7,5 milhões perdidos. Então no total, somente no Paulistão, perdemos R$ 16,5 milhões.

Na Libertadores é pior. Em 2007, fatalmente chegaríamos à final da competição. Saímos nas oitavas. Vamos imaginar a renda do Morumbi à média de R$ 3 milhões por jogo. Perdemos R$ 9 milhões em renda. Cada fase decisiva da Libertadores equivale à R$ 455 mil em prêmio para o mandante, na média. Deixamos de ganhar, desta forma, R$ 1,8 milhões. O prêmio do vice é de R$ 1 milhão. Somando tudo chegamos à uma conta aproximada de R$ 12 milhões deixados para trás.
Em 2008, saímos nas quartas, surpreendentemente. Imaginando uma semifinal, deixamos de faturar R$ 3,5 milhões.
Em 2009, saímos na semi eliminados vexatoriamente pelo Cruzeiro! Fatalmente chegaríamos à final. Deixamos de faturar, no mínimo, R$ 4 milhões.
Em 2010, saímos novamente na semifinal eliminados pelo time inferior do Internacional. Nesse ano arrecadamos a maior renda do Morumbi jogando contra o próprio time gaúcho (R$ 4,5 milhões). Fatalmente chegaríamos à final. Deixamos de faturar no mínimo R$ 5,5 milhões, sendo vice contra um time mexicano! A Libertadores mais fácil para vencer que já passou por nós.
No total, somente na Libertadores, não faturamos R$ 25 milhões nesses anos. Não conto 2006.

Na copa do Brasil um desastre em 2011. Deixamos de faturar ao menos R$ 3 milhões na semifinal contra o Vasco, perdendo para o Avaí nas quartas.
Em 2012, outro vexame, porque tínhamos o melhor time da competição. Caímos na semi para o Coritiba. Fatalmente seríamos campeões. Deixamos de faturar, somando renda e prêmios, R$ 7 milhões. Ou seja, em 2011 e 2013 totalizamos R$ 10 milhões em valores que deixaram de entrar para os cofres do Morumbi.

Na Sulamericana, também temos prejuízos. Vamos considerar somente 2011, pois anteriormente praticamente não valia nada e não quero agravar a tese proposta aqui. Ao ser eliminado pelo Libertad do Paraguai, deixamos de faturar R$ 3 milhões avançando à próxima fase.

No cômputo geral, somando todas essas eliminações, o clube deixou de faturar R$ 54,5 milhões aproximadamente, por baixo. Estamos falando aqui de resultados minimamente esperados pelo momento, time, elenco, sem o lado torcedor.

O “Se” não entra na contabilidade do futebol, mas é possível explicar muitas derrotas. O nosso elenco foi ficando cada vez mais deficiente à partir de 2007. Ora faltavam meias, volantes, atacantes, técnico, zagueiros ou laterais no time principal ou no elenco. Basta analisarem que sempre tivemos deficiências fatais. Se houver erros no decorrer do texto, não importa.
Falta de meias de qualidade (começou em 2008). Falta de laterais eficientes (2007). Falta de atacantes confiáveis (à partir de 2009). Os momentos dos técnicos incertos também se iniciaram em 2010 após a saída do Ricardo Gomes. Falta de bons volantes e atacantes (2010). Em 2011, o pior ano com falta de zagueiros, laterais, volantes e técnico. Em 2012 tivemos sérias deficiências no meio e ataque, mas felizmente chegou técnico que conseguiu ao menos por ordem na casa.

O que quero demonstrar, após essa longa análise? É inadmissível um clube com o orçamento da altura do São Paulo Futebol Clube ter, seguidamente em todos os anos, um ou dois setores deficitários no time e/ou elenco.
Em 2013, por exemplo, só temos Osvaldo e Luís Fabiano no ataque. Sem comentar os volantes e os laterais, quando um é inexperiente e o outro não sabe da permanência.

A diretoria está causando prejuízos enormes com esse pensamento enxuto, magro. Time forte aumenta a exposição, torcida, audiência, chances de títulos. Abaixo segue a relação de todas as eliminações à partir de 2007, provando como o nosso clube vem se apequenando competitivamente ao passar dos anos.

Campeonato Paulista.
2007: semifinal para o São Caetano. Tínhamos melhor time.
2008: semifinal para o Palmeiras. Tínhamos melhor time (nome por nome)
2009: semifinal para o Corinthians.
2010: semifinal para o Santos.
2011: semifinal para o Santos.
2012: semifinal para o Santos. Tínhamos melhor time.
2013: semifinal para o Corinthians.

Libertadores.
2007: oitavas para o Grêmio. Tínhamos melhor time.
2008: quartas para o Fluminense. Tínhamos melhor time (nome por nome).
2009: semifinais para o Cruzeiro. Tínhamos melhor time.
2010: semifinais para o Internacional. Tínhamos melhor time.
2013: oitavas para o Atlético.

Copa do Brasil.
2011: quartas para o Avaí. Tínhamos melhor time, claro.
2012: semifinal para o Coritiba. Tínhamos melhor time.

Sulamericana.
2007: quartas para o Milionários COL. Tínhamos melhor time.
2008: segunda fase para o Atlético PR. Tínhamos melhor time.
2011: oitavas para o Libertad PAR. Tínhamos melhor time.

São 17 eliminações em seis anos! DEZESSETE!. Apesar de termos bons times, sempre tínhamos sérias deficiências muito bem exploradas por adversários mais fracos melhor montados.

Após ler esse longo texto, espero que compreendam o real motivo da nossa "falta de sorte".
Para você, em $$$, o clube deixou de ganhar quanto nesses seis anos?
R$ 54,5 milhões?

A inabilidade dessa diretoria não se traduz somente nas contratações, mas em toda a sua trajetória dentro e fora de campo. A cada semana surge uma confusão, declarações desnecessárias, brigas com todos os meios, clubes, federações, confederações, vizinhos, prefeitura. Seguidas reformulações de elenco, trocas de técnicos. CHEGA!

Quanto você acha que realmente perdemos?



Abs.
Peixoto.

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