Ney Franco: Douglas e Cortez, mais nove.

Ney Franco: Douglas e Cortez, mais nove.

wenderpeixoto

Avisamos tanto o Ney Franco para interromper essa insistência. Infelizmente ele foi muito cabeçudo e pode ser demitido a qualquer momento. Aqui segue um texto que adaptei do Cosme Rimole e resume tudo:

O São Paulo perdeu o jogo que não poderia, contra o humilde Arsenal, em Sarandi, por 2 a 1. Mas poderia ter sido goleado. O time está perto da eliminação ainda na primeira fase da Libertadores. O alvo de cobrança é Ney Franco, o treinador que se dá 10. Ele resolveu contrariar a lógica e se deu muito mal. Fez várias improvisações durante o jogo. Estava tão pressionado que nem pensou direito e colocou o time para atuar de uma maneira inédita trocando o 4-3-2-1 pelo 3-5-2. Esta foi a grande surpresa do treinamento fechado com Lúcio, Rafael Tolói e Edson Silva atrás.

Ney escalou Rodrigo Caio e Denílson como volantes, Douglas e Cortez nas alas. O Jadson ficou como único articulador com Aloísio e Oswaldo mais à frente. A expulsão infantil de Luís Fabiano atrapalhou demais o São Paulo. O time mostrou estar completamente desentrosado dando espaço demais para o fraco Arsenal e facilitando a equipe da casa. O time argentino não esperava tão frouxa marcação. E mesmo com a equipe de Ney Franco recuada, não se defendia bem. Faltava raiva, gana, vontade nas divididas. Ter apenas Jadson na articulação foi um erro. Com os argentinos o travando, o ataque do São Paulo não respirava.

O primeiro tempo foi assustador. O Arsenal sem jogadores talentosos se impunha taticamente. O técnico deles montou um simples e eficiente 4-4-2 e o Arsenal teve as duas intermediárias para se impor. Os jogadores do São Paulo se mostravam completamente perdidos e foram dominados no primeiro tempo.
Cortez e especialmente Douglas estavam mal demais. O Rogério Ceni teve de fazer grandes defesas. Foi impressionante a falta total de reação do time brasileiro. O São Paulo só não foi para os vestiários perdendo por muita sorte.

Ney Franco anda realmente muito estranho, inseguro. Ele voltou com o mesmo time no segundo tempo. Mas logo depois de apenas cinco minutos, colocou Maicon e Ganso, tirando Douglas e Lúcio. O zagueiro experiente mostrou seu desrespeito a Ney Franco e não o cumprimentou após ter saído. Ficou alguns minutos no banco e depois foi para os vestiários. Não quis saber do jogo.
Paulo Henrique Ganso saiu do jogo contra o Palmeiras xingando. Agora Lúcio foi para o vestiário e se esqueceu do time. Por pura vaidade. Que liderança é essa? Comprou de maneira escancarada briga com Ney Franco.

Para piorar as mudanças não deram resultados. O São Paulo permitia o Arsenal impor não sua técnica, mas a vontade de vencer. E para doer mais aos brasileiros, depois de Campestrini fazer duas ótimas defesas veio o gol do Arsenal. Sem talento, os argentinos insistiam em bolas cruzadas na área. Em uma confusão na área, a bola sobrou para Carbonero que chutou forte Rogério Ceni fez grande defesa, mas a bola procurou Ortiz. Mas com a zaga assistindo, ele marcou o primeiro gol do jogo.

Perdendo a partida, Ney Franco escancarou o time. Oswaldo fez uma grande jogada e serviu Aloísio. Da pequena área ele tocou, Campestrini defendeu com os pés, mas a bola sobrou para cabeçada do brasileiro: 1 a 1. O São Paulo estava aberto demais. Para uma equipe atacar não precisa se tornar vulnerável. O time não tinha estrutura tática alguma, melhor para os argentinos que Ney Franco estava irreconhecível. Até que veio o segundo gol do Arsenal.

Rogério Ceni fazia grandes defesas seguidas, mas depois de uma delas, a bola procurou Ortiz. Na entrada da área, sem marcação, erro imperdoável de Ney Franco. Arsenal 2 a 1 e a partida estava perdida, situação complicada.

O São Paulo jogará contra o The Strongest na Bolívia. Depois terminará sua campanha na primeira fase com o Atlético Mineiro no Morumbi. Só duas vitórias garantem o clube. O Ney Franco está completamente abalado, brigou com Rogério Ceni, agora irritou Lúcio. E não esconde sua raiva por Luís Fabiano sumir nos jogos decisivos. A diretoria não se conforma por Ney não conseguir fazer Ganso jogar. Nem titular do time ele é.

O empate com o Palmeiras foi visto como um mal resultado. Se igualar em campo e placar a uma equipe de Segunda Divisão. Antes já vinha o empate contra o Arsenal e ontem, a derrota indesejada. Os boatos de demissão cresceram em Sarandi. E Paulo Autuori, até Mano Menezes foram lembrados. A diretoria jura que vai apoiar Ney Franco até o final da Libertadores e garantiu ontem após a derrota na Argentina.

Mas a situação não é transparente. Só depende de Juvenal Juvêncio. Ele está frustrado com o desempenho do time, com Ney não usando Ganso. A situação está muito pesada no Morumbi. Desclassificação na primeira fase da Libertadores é inaceitável. Ney Franco sabe muito bem o risco que está correndo. O de perder o emprego. Só que mais rápido do que imagina...

Abs.
Peixoto.

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