Leiam: Texto do RIcardo Leite sobre a atitude do M1to
http://saopaulodigital.com.br/portal/blogs/blog-do-ricardo-leite/9010-remedio-amargo
Concordo plenamente com o que foi dito:
Remédio Amargo
Ao adquirir experiência na vida, uma das coisas que aprendemos é que remédio amargo é o que dá resultado. É ruim, difícil e até cruel. Mas é o que vai curar.
Já falei isso pra minha filha. Nos momentos de maior preocupação com a saúde dela e reclamando do gosto do remédio, eu já disse "filha, remédio amargo é o que dá resultado".
Lógico que o ideal seria que Rogério Ceni não tivesse falado nada crítico após a derrota para o Bolívar. Mas também seria ideal que o time tivesse conseguido a classificação mantendo o resultado do primeiro tempo.
Acontece que há momentos da vida que nem tudo deve seguir o de um mundo encantado. Há momentos em que alguém precisa levantar a voz. Não pra destruir. E sim para um chacoalhão.
Óbvio que vai surgir a questão "não poderia ser no vestiário?". Há momentos em que não. Há momentos em que o puxão de orelhas tem de ser público. Telê cansou de fazer isso.
Lembro do São Paulo invicto num campeonato no começo dos anos 90. E de repente pegando a fraca Inter de Limeira no Morumbi. Tudo indicava que o São Paulo fosse atropelar. E o time tomou uma goleada. Telê saiu soltando faíscas pelos olhos e não amaciou para os jogadores. Disse que no vestiário a conversa seria dura e que não admitia jogador escolhendo partida pra enfiar ou tirar o pé.
Não temos Telê. Mas temos Rogério. Que não é apenas um jogador do clube. É ídolo, capitão, vencedor e o mais experiente.
Rogério viu esse tipo de atitude em derrotas absurdas contra Avaí e Coritiba na Copa do Brasil. Ou contra o Cruzeiro na Libertadores, jogo que culminou com a queda de Muricy.
Não quer que o torcedor seja obrigado a passar por isso de novo. Então, resolveu crucificar seu bom mocismo e meteu remédio amargo goela abaixo da turma.
O que ele ressaltou em outras palavras é que agora é o momento de assimilar a lição. O que aconteceu contra o Bolivar é um grande aprendizado. Libertadores não se pode dormir, mesmo com 3 x 0 a favor, senão o adversário janta você e ainda dá "olé".
São Paulo teve muitos méritos. Podia ter metido 5 gols no primeiro tempo. De repente parou. É inegável que parou.
Me desculpe. Não altitude apenas. Foi atitude.
Lembro de uma coisa que deixava o Muricy doido. O time jogava muito. Até fazer 1 ou 2 gols. Depois recuava demasiadamente no segundo tempo. E colocava a vitória em risco. Alguém se lembra que numa época deixamos de ganhar vários jogos por tomar gols após os 40 minutos do segundo tempo?
O Muricy pegava jogador pelos colarinhos no vestiário. Não tinha jeito. E percebia que alguns só ficavam preocupados quando ele cuspia marimbondos na coletiva. Percebia que se não obedecesse ele daria nomes. Dagoberto morria de medo. Mas sabia que as "dagozetes" o defenderiam do mal humor do treinador.
Rogério já deve ter feito muito isto. E pra não deixar a porteira ser estourada resolveu comprar cadeado antes. Ou seja. Resolveu trazer pra cima dele a fama de malvado. Mas não quer ver outra Libertadores ir embora e encobrir gente que perde o foco no meio do jogo.
Repito. O ideal era no vestiário. Mas tem momentos que o chacoalhão tem de ser público sim. Que história é essa? Alguns jogadores podem resmungar por aí ou fazer beicinhos.
O que não pode é o clube despejar dinheiro, contratar gente cara e o time tirar o pé na hora H. Chega de encobrir Dagobertos da vida.
A torcida do São Paulo não pode tolerar esse tipo de comportamento porque uns ou outros são apaixonados por este ou aquele jogador. Todos têm de suar sangue até o apito final.
Altitude é um crime. Como é um crime jogar no Rio de Janeiro com 39 graus na cabeça às 4 da tarde.
Estamos no século 21. Há times que chegaram na altitude e souberam se impor. O próprio São Paulo já fez isso. E o fez no primeiro tempo.
Inegável que no segundo tempo o time cansou. Mas uma coisa é cansar. Outra é perder o foco, não disputar as jogadas ou assistir o adversário arrendar grande sua área.
Outra coisa. Os 4 gols que o São Paulo tomou. Enxergo a mesma coisa que o Rogério Ceni. Se o São Paulo tivesse tomado gols em contra-ataques em que o atacante tivesse ganho na corrida, concordo que tudo foi mera culpa da altitude ou ar rarefeito. Veja o pênalti que o Rhodolfo cometeu: não era um lance de pânico. Menosprezou o atacante e quase tomou um chapéu. No reflexo, levantou o braço e cometeu o pênalti.
Há um gol em que todo mundo está dentro da área e o sujeito do Bolivar sobe sozinho e cabeceia no canto. Quando você vê o lance por trás da trave, antes da cobrança, percebe o erro de posicionamento e a desatenção na marcação. Pareciam não acreditar que a bola seria perigosa.
Não foi corrida. Não foi falta de fôlego. Não foi velocidade de bola. Simplesmente teve gente que achou que não iria acontecer nada e ficou por ali. Lembra (respeitadas devidas proporções) do Roberto Carlos ajeitando chuteira e meião na Copa de 2006?
Entenda. Não acho que o time mereça ser crucificado. O que valeu foi a classificação. Fomos lá pra isso. Na final da Libertadores de 1993 foi assim. Goleamos aqui e chegamos lá, tomamos um sufoco dos chilenos e quase entregamos um título ganho. Essas coisas acontecem.
Rogério foi muito claro. O problema não foi perder. Santos de Neymar foi lá ano passado e sofreu. O problema foi como isso aconteceu.
Temos de dar apoio ao time, apostar nos jogadores e comissão técnica. O trabalho está sendo muito bem feito. Mas a forma como entregamos o jogo ao Bolivar foi algo que deve servir de alerta. E lição. Num mata-mata na Libertadores isso pode custar caro. Já tivemos exemplos assim recentemente.
O time tem de estar ligado os 180 minutos. Rogério sabe que não deve ter outra chance de Libertadores em alto nível. Não gosta de perder. Ainda mais quando talvez não esteja mais no ano que vem.
E sabe que tem história suficiente, experiência e saopaulinidade mais do que suficiente pra dar um chacoalhão.
Marcos fez isso no Palmeiras. Teve sempre quem achou ruim e ficou de beicinho articulando contra. E foram exatamente os jogadores que mais tarde demonstraram não estar nem aí se o Palmeiras está por cima ou por baixo.
Converse com qualquer diretor de futebol experiente. Não se deve falar em público, lavar roupa suja. Agora, cobrar atitude, tem horas que é necessário. Ver se o elenco tem um pouco de vergonha na cara pelo que aconteceu.
Rogério não teria o meu apoio se chegasse e falasse que o ataque abandonou a defesa. Ou criticasse publicamente seus zagueiros pelos gols pelo alto ou pelo pênalti infantil. Ele não fez isso. Foi nobre. Consciente e profissional.
Ele apenas não é um jogador que fala errado ou que responde com as mesmas respostas decoradas. Ele faz uma análise tática.
Na saída de campo não crucificou este ou aquele. Falou num geral. Inclusive se colocou no meio. Criticou a apatia do time. Como 99% dos torcedores do Twitter ou Facebook. E como 100% dos comentaristas. Ele falou o que todo mundo viu. Sem citar nomes ou jogar alguém na fogueira.
Seria anti-ético se jogasse a responsabilidade publicamente em fulano ou beltrano. Falou no geral. Analisou o que todo mundo viu. E aplicou um remédio amargo. Declarações nada convencionais. Jogou xadrez. Provocou um choque. Um choque positivo com boa dose de remédio amargo. Ou reage agora ou não chore depois.
Até porque o Rogério Ceni não é chegado em copinho de água com açúcar. Se é pra fazer algo, que seja com remédio amargo. Na veia.
Achar que aquele patético segundo tempo foi normal, uma beleza ou aceitável e que tudo foi culpa da altitude é abrir mão de cobrar ATITUDE mais tarde. Altitude não pode encobrir a ATITUDE.
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