Na próxima segunda-feira, 13 de novembro, o Conselho Deliberativo do São PauloFC se reunirá para deliberar sobre a situação de Antônio Donizete Gonçalves, conhecido como Dedé. A decisão ocorre em um contexto onde Dedé, ex-diretor social do clube, é alvo de um inquérito policial, que levanta questões sobre sua atuação em relação à gestão financeira do clube.
A Comissão de Ética já recomendou uma suspensão de quatro meses para o associado, mas os conselheiros têm a prerrogativa de aplicar uma punição mais severa, incluindo a expulsão definitiva de Dedé do quadro associativo. A votação se estenderá até as 17h do dia seguinte, e para que a expulsão ocorra, serão necessários ao menos 165 votos favoráveis dos conselheiros.
A investigação que envolve Dedé está centrada no caso FGoal, onde são apontadas irregularidades em movimentações financeiras na plataforma Zigpay, utilizada pelo São Paulo para processar pagamentos. A FGoal defende que operava com autorização do então diretor durante a sua gestão, mas a falta de um contrato formal específico levanta dúvidas sobre a regularidade das operações.
Documentos relacionados ao caso indicam que Dedé teria prestado declarações que posteriormente foram utilizadas em ações judiciais contra o próprio clube. A defesa do ex-dirigente alega que não existem evidências de enriquecimento ilícito ou prejuízos tangíveis ao São Paulo, fatores que, segundo ele, seriam fundamentais para caracterizar uma gestão temerária e justificar a expulsão.
A situação se desenrola em um momento onde o São Paulo busca estabilizar sua gestão e garantir uma organização tática eficiente em campo. O impacto desta decisão pode reverberar na confiança da torcida e do elenco em um ambiente já turbulento, especialmente com o retorno do Brasileirão se aproximando.
Conforme a votação avança, a visão dos conselheiros sobre a responsabilidade na gestão do clube será crucial para determinar o futuro de Dedé e, consequentemente, a saúde administrativa do São Paulo. A expectativa agora recai sobre a capacidade da diretoria de conciliar a integridade institucional com a performance esportiva diante da pressão externa.