Várias pessoas me cobraram o cometário sobre o afastamento de jogadores do São Paulo.
Não postei antes a opinião porque escrevi sobre o assunto para o Lance de sábado, dia em que assino uma coluna no jornal.
Reproduzo o texto aqui.
Ele trata do presidente Juvenal Juvêncio, que, como todos nós, é mais um aluno da vida. O presidente são-paulino falou em erro durante a entrevista da sexta-feira e esse foi o gancho para meu texto.
Dos afastados, o que merece mais atenção é o Cañete, pois é muito técnico, jovem, teve uma lesão extremamente grave e pode evoluir bastante. Inteiro, em forma e interessado, eis a principal questão, brigaria pela titularidade em quase todos os times do continente.
Mas o assunto é o presidente.
Nota do aluno Juvenal é insuficiente
Juvenal deu entrevista ontem, anunciou o afastamento de sete jogadores e prometeu contratar. O presidente são-paulino admitiu que houve falhas e falou em aprendizado.
Noutros tempos, segundo ele, Ney Franco seria demitido depois da eliminação da Libertadores, mas o cartola reconheceu o bom trabalho do técnico e decidiu, com razão, mantê-lo.
A desclassificação contra o Atlético deveria ensinar mais lições além da manutenção do treinador competente e da punição pública aos funcionários pouco esforçados ou com rendimento aquém de suas possibilidades.
Por que o São Paulo reformulou tantas vezes o elenco nos últimos anos? Quem indicou os reforços? Como foi feita a escolha?
Os responsáveis viram quantos jogos dos eleitos? Eles descobriram informações a respeito do comportamento dos boleiros dentro e fora de campo? Checaram se eram profissionais dedicados ou indolentes?
Tenho impressão que o processo de contratações é preguiçoso, quase amador.
Cortez, no Botafogo, criava bastante, porém falhava na parte defensiva e nunca mostrou boa leitura de jogo. Wallyson sempre teve altos e baixos.
Fabrício sofre com lesões e oscilações de rendimento há anos, tal qual o jovem e muito habilidoso Cañete. João Filipe jamais se firmou em times fortes.
O ala, o meia e o atacante, por exemplo, têm bom potencial, podem evoluir, contudo foram, pelos motivos citados, investimentos de considerável risco.
Houve outros negócios perigosos como os de Ganso, que melhorou bastante no último mês, e o de Luís Fabiano, por enquanto, fracassado.
Juvenal precisa identificar o nascedouro dos erros e tomar providências. Se não for ao âmago do problema, a chance de acertar será sempre inferior à possível e necessária.
Eis a lição mais importante de todas. Sem aprendê-la, o presidente que já foi nota dez, não merece mais que ‘seis’ hoje em dia.
E para manter o São Paulo na condição de time mais vencedor do país é necessário estar bem acima da média.
Nota do aluno Juvenal Juvêncio é insuficiente
De Vitor Birner
Fonte Blog do Birner/UOL
13 de Maio de 2013
Avalie esta notícia:
25
10
VEJA TAMBÉM
- POSSÍVEL REFORÇO: Atacante brasileiro deve ficar livre no mercado e dar preferência ao São Paulo- EXCLUSIVO: Como Roger Machado conseguiu convencer a todos para ficar no São Paulo
- Millonarios e São Paulo se enfrentam em duelo decisivo pela Copa Sul-Americana: Saiba onde assistir!
- Olho nele: Joia do São Paulo é monitorada pelo Barcelona e outros gigantes europeus
- MERECE UMA CHANCE? Após vitória, jornalista defende Roger Machado em meio a críticas