Itabirito-MG: L!Net conhece terra de Telê com filho Renê, que vira inspiração para superar o Galo

Fonte Lancenet
Foi Telê Santana o maior responsável por ter transformado o São Paulo no que é hoje. Ganhou por duas vezes a inédita Libertadores e fincou a bandeira tricolor ao Japão. Criou, no clube, o gosto e a expectativa por se jogar o torneio continental. Telê Santana que nasceu na pequena Itabirito, a 55 quilômetros do estádio Independência, em Belo Horizonte, onde o São Paulo enfrenta nesta quarta-feira o Atlético-MG, é modelo que serve de inspiração e exemplo para a superação para levar o Tricolor às quartas de final da Libertadores.
Guiado pelo filho do Mestre, Renê Santana, o LANCE!Net foi conhecer a cidade, que inspira a vitória. Mas para isso o São Paulo de Ney Franco tem de ser o São Paulo de Telê. Nas mãos dele, foram três edições do torneio: 1992, 1993 e 1994. No aproveitamento, título nas duas primeiras e o vice na última. Resultado que se justifica pela superação. A equipe do Mestre sempre inverteu os placares negativos nos jogos de volta e acumulou desempenho arrasador. Nesta quarta, às 22h, é preciso vencer anotando pelo menos dois gols, sendo que o 2 a 1 leva a decisão para a disputa de pênaltis.
No Independência, o time de Ney Franco terá de passar por algo que o de Telê não passou, nos três anos de Libertadores. Telê já teve que se recuperar no jogo de volta, mas nunca fora de casa, pois jamais perdeu no Morumbi nesta competição. Foram 14 vitórias e um empate jogando no Cícero Pompeu de Toledo. Fruto do futebol que o itabiritense mais ilustre aprendeu na cidade natal. Quem acompanhou Telê Santana como jogador em seus primeiros anos no interior de Minas Gerais conta que sempre praticou futebol ofensivo e habilidoso – mesmo necessário para o São Paulo nesta quarta-feira.
Em Itabirito, Renê Santana concorda que, depois da derrota por 2 a 1 no Morumbi, o São Paulo precisa ter um pouco do que o time do pai tinha, mas não aposta por quem Telê torceria neste jogo, pelo amor aos dois clubes. Tendo que correr atrás do prejuízo, o Tricolor tem de ser ofensivo, como defendia o técnico. Precisa voltar 20 anos no tempo e fazer jus à memória de Itabirito, a segunda cidade mais importante na história são-paulina.
L!: Depois do 2 a 1 no Morumbi, concorda que agora o São Paulo vai precisar ser o São Paulo do Telê para passar do Atlético-MG?
RS: É, sim, tem que ser o São Paulo do Telê. “Todo jogo é para vencer”. Essa era a sina do São Paulo do Telê. O time dele entra em direção ao gol, principalmente em um jogo decisivo como esse. Não tinha um jogo para segurar. Na cabeça dele, e eu concordo, se você lutar pelo empate, um deslize te leva a derrota.
L!: Acha que o São Paulo pode conseguir vencer? Se o Telê fosse o técnico, o que faria para reverter?
RS: Em treino, ele poderia no máximo trabalhar jogadas ensaiadas ou de bola parada. Ou de saída de bola. Na questão emocional, tenho certeza que ele não chocaria o elenco. Não falaria de família e etc... Mas ele sabia a particularidade de cada um, sabia a palavra que poderia estimular cada um. Ele sabia mexer com a sensibilidade. Mas acho difícil, pelo placar do primeiro jogo.
L!: Que conselho ele daria ao Ney?
RS: Acho que o Ney faz o que o Telê entendia como bom futebol. Ele reza nessa cartilha também. Talvez ele não consiga imediatamente, mas esse time do São Paulo tem mais futuro do que presente. Está se habilitando para vir a ser um grande time, talvez até neste Brasileiro, mas ele ainda não é.
L!: Por ser na Libertadores, crê que o Telê torceria pelo São Paulo?
RS: Quando jovem ele gostava do São Paulo por causa das cores do Itabirense. Família nossa era América-MG. Mas depois que assumiu o Galo ele se identificou muito. Então é o clube importante da vida dele. Mas acho que hoje falo por ele, e ele esperaria o jogo pra ver quem merece vencer, do jeito que ele gosta.
L!: Acha que faltou homenagem dos dois clubes no dia 17, perto do aniversário de sete anos de morte?
RS: Na hora certa, vai ter o Troféu Telê Santana entre esses dois. Às vezes falta em nós todos um pouco de sensibilidade, memória e percepção, mas ainda vai acontecer.Telê teve de recuperar São Paulo em jogos de volta
Final - 1992
Na primeira Libertadores que disputou pelo São Paulo, Telê Santana teve de virar o jogo na final, contra o Newell's Old Boys. Após o 1 a 0 sofrido na Argentina, venceu pelo mesmo placar no Morumbi, com gol de Raí, e levantou o título nos pênaltis.
Oitavas - 1993
Contra o mesmo Newell's, no ano seguinte, entrou direto nas oitavas e reverteu diferença maior do que a do jogo de hoje. Perdeu por 2 a 0 na Argentina. No Morumbi, venceu por 4 a 0.
Final - 1994
Não rendeu o tri, mas deu esperanças. Após perder por 1 a 0 do Vélez Sarsfield, também na Argentina, o São Paulo ganhou pelo mesmo placar no Morumbi. Nos pênaltis, porém, acabou derrotado.
História dividida
Telê Santana fez 412 jogos pelo São Paulo. Ficou entre 1990 e 1996, e levou o Tricolor às inéditas conquistas da Libertadores e do Mundial. É o terceiro maior da história. Pelo Atlético-MG, foram 434 partidas Telê Santana é o técnico que mais partidas fez na história do clube, e permaneceu no cargo entre 1970 e 1976 e também em 1987 e 1988.
Novo projeto para memorial de Telê é lançado
O projeto da construção de um memorial em homenagem a Telê Santana em Itabirito pode finalmente sair do papel em breve. A ideia, lançada pela prefeitura em gestões anteriores, em 2006, não andou por faltas de alternativas, mas acelerou nesta terça-feira por conta da presença de Renê Santana no local.
O atual prefeito, Alex Salvador, que assumiu no início do ano, pensa em fazer o memorial no terreno onde há alguns anos funcionava uma fábrica, hoje desativada, e que pertence à prefeitura. A alternativa foi anunciada em reunião convocada enquanto Renê guiava a reportagem pela cidade.
Renê apoia a iniciativa e aceita colocar boa parte do acervo pessoal de Telê no local. Nesta terça, após a reunião, ele visitou a velha fábrica com o prefeito, e deverá voltar na semana que vem para examinar o lugar com maiores detalhes. No sábado, uma arquiteta fará vistoria à prefeitura.
A ideia do poder público de Itabirito é aproveitar que Belo Horizonte é uma cidade-sede da Copa do Mundo de 2014 e inaugurar o memorial próximo ao início do torneio. A prefeitura quer que a cidade entre na rota dos turistas que vão a Ouro Preto e obrigatoriamente passam pela entrada de Itabirito.
Estátua
Feita em setembro de 2007, a estátua de Telê Santana é o principal marco de Itabirito, e mostra o ex-treinador com as vestimentas da Seleção, em 1982. Há três meses, porém, o monumento foi depredado. A bola que Telê segurava nas mãos, com os símbolos de CBD, São Paulo, Atlético-MG e Fluminense foi arrancada, e o fato rendeu até música de Márcio Lima, conhecido como Fuim em Itabirito. O músico compôs uma canção em tom crítico aos que cometeram o ato de vandalismo, e virou até marchinha no último carnaval. A prefeitura de Itabirito diz que já encomendou o reparo para o monumento.
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