A diretoria do São Paulo insiste que o técnico Ney Franco ainda possui pleno apoio do clube. Mas, se em público é dito que está tudo bem, nos bastidores o clima no Morumbi não é dos melhores. E nomes de grandes treinadores à disposição no mercado já começam a assombrar a vida do atual comandante são-paulino.
O principal deles é Paulo Autuori. Ele treinou o São Paulo em 2005 e conquistou a Copa Libertadores e o Mundial de Clubes. Após passar as últimas quatro temporadas no Catar, onde chegou a dirigir a seleção nacional, o carioca afirmou recentemente que pretende trabalhar com times brasileiros por mais cinco anos.
Autuori é um nome com boa aceitação entre os torcedores, mas divide os diretores. Questionado na última semana sobre possíveis contatos com o técnico, o presidente Juvenal Juvêncio expôs certa mágoa pela forma como ele deixou o clube da última vez, logo após o título mundial, mas não deixou de elogiá-lo.
Dorival Júnior, que neste final de semana saiu do Flamengo, também surge como eventual candidato à vaga de Ney Franco. A seu favor estão os bons resultados que conseguiu com o Santos em 2010.
Contra Dorival, porém, está o perfil semelhante ao do atual técnico são-paulino e a chance dele não conseguir controle sobre o elenco. No Santos ele chegou a ter problemas com Neymar e Paulo Henrique Ganso. O meia, hoje no time do Morumbi, ainda não conseguiu seu espaço e já se desentendeu com Ney Franco.

Dorival e Neymar se desentenderam, na queda de braço o Santos optou pelo atacante e ficou sem o treinador
Outra opção viável para o São Paulo é Mano Menezes, desempregado desde a demissão da seleção brasileira, no final do ano passado. A favor do gaúcho está todo o trabalho que ele fez no Corinthians de 2007 a 2010, onde pegou uma equipe fragilizada pela queda à Série B e montou a base que seria campeã do mundo em 2012. Mas essa mesma ligação ao arquirrival pode jogar contra.
Por fim, um nome que não está no mercado, mas que cai no gosto dos são-paulinos é o de Muricy Ramalho. Foi com o treinador que o time viveu sua última grande fase vitoriosa – o tricampeonato brasileiro de 2006 a 2008. Mas o técnico foi demitido justamente por um desgaste com a diretoria após fracassar sucessivamente naquela que é a maior obsessão do clube: a Libertadores.