O primeiro gol com a camisa do São Paulo e também o fim de um jejum que já superava 780 minutos de bola rolando. Paulo Henrique Ganso voltou a sentir o sabor de ver uma finalização sua terminar nas redes, neste sábado, contra o Atlético Sorocaba. Principal atração da equipe reserva são-paulina que venceu por 2 a 1, no Morumbi, ele marcou de forma um pouco atípica, de cabeça, e chegou a se recordar de uma cobrança constante que recebia de Muricy Ramalho nos tempos de Santos. Cañete fez também para o São Paulo.
O último gol marcado por Ganso havia sido em 16 de agosto, contra o Figueirense, logo depois dos Jogos Olímpicos de Londres - ele ainda vestia a camisa do Santos. Ao todo, foram quatro partidas de jejum com a camisa santista e outros sete até fazer o primeiro pelo São Paulo. Se contabilizados os minutos em campo nesse período, Ganso ficou 780 minutos sem saborear o sabor de um gol.
Diante do Atlético Sorocaba neste sábado, com quase 7 mil pessoas, Ganso marcou aos 30min da primeira etapa. Carleto apareceu pelo lado direito do ataque e cruzou na cabeça do camisa 8 são-paulino, esperto no lance para buscar um espaço vazio na defesa. De cabeça, ele se antecipou a Moretto e foi às redes. Na comemoração, boa parte dos jogadores do São Paulo procuraram o jogador, sacado da equipe titular pelo treinador Ney Franco na última quarta-feira, contra o Bolívar. Depois, Ganso definiu o gol.
"Fiz com consciência, antecipei o goleiro e pude fazer um belo gol. O primeiro com a camisa do São Paulo e espero que saia mais", disse. "Aprendi com o Muricy. Ele dizia: 'chega na área, tem que fazer gol'", recordou na saída do gramado. Antes da partida, Rogério Ceni, que foi até o vestiário falar com os jogadores, chegou a falar na possibilidade de Ganso marcar. "Ele é um menino de bom caráter, acho que será legal fazer um bom jogo e espero até que faça um gol para dar confiança", dise o goleiro e capitão, poupado.
Na somatória de toda a partida, Ganso teve atuação discreta em 90 minutos. Além de gol marcado na primeira etapa, ele apareceu ao aplicar um belo chapéu, e foi elogiado por colegas. "Ele não desaprende a jogar", disse Casemiro. "Sabemos que é um craque, mas a torcida precisa ter paciência com ele", pediu. Um sentimento que Ganso, de nome constantemente gritado pelas arquibancadas, fortaleceu com gol redentor na tarde deste sábado.
Os jogos do jejum de Ganso
19/08 - Santos 3 x 2 Corinthians - 90 minutos
22/08 - Universidad de Chile 0 x 0 Santos - 90 minutos
25/08 - Palmeiras 1 x 2 Santos - 90 minutos
29/08 - Santos 1 x 3 Bahia - 90 minutos
18/11 - São Paulo 2 x 1 Náutico - 34 minutos
22/11 - Universidad Católica 1 x 1 São Paulo - 20 minutos
25/11 - Ponte Preta 0 x 0 São Paulo - 57 minutos
28/11 - São Paulo 0 x 0 Universidad Católica - 12 minutos
02/12 - Corinthians 1 x 2 São Paulo - 90 minutos
19/01 - São Paulo 2 x 0 Mirassol - 67 minutos
23/01 - São Paulo 5 x 0 Bolívar - 15 minutos
26/01 - São Paulo 2 x 1 Atlético Sorocaba - marcou aos 30 minutos
De cabeça, Ganso encerra jejum de 740 minutos e se recorda de Muricy
Fonte Terra
26 de Janeiro de 2013
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