Da revolta à calmaria em apenas nove dias. Foi esse o tempo que o Tigre precisou para mudar radicalmente a postura em relação à polêmica final da Copa Sul-Americana, contra o São Paulo, e agora, mesmo se auto-avaliando como 'vítima', pregar a paz com os clubes da América do Sul. No entanto, a direção do cube teme o comportamento de sua própria torcida contra um duelo contra um rival brasileiro, que pode acontecer diante do Palmeiras na fase de grupos da Libertadores da América de 2013.
"A questão agora está com o tribunal de disciplina da Conmebol, nós agora vamos cumprir a regra da Fifa, que é a de manter a paz, o fair play e as relações amistosas com as instituições. O que passou, passou, não vamos ter nenhum ressentimento", afirmou nesta sexta-feira o secretário geral do clube argentino, Hernán Archeli, em Luque, no Paraguai, logo após o sorteio que definiu os duelos eliminatórios da primeira fase e também os grupos da principal competição interclubes do continente.
O Tigre enfrentará o Deportivo Anzoátegui, da Venezuela, na fase eliminatória e, se passar, estará no grupo 2, o mesmo do Palmeiras. Para o possível confronto diante dos brasileiros, Archelli admite que a paz que a cúpula do clube defende agora pode não estar emsintonia com a torcida argentina. Ele teme possíveis retaliações por parte dos fãs e explica o que deve ser feito para tentar evitar o problema.
"Sim, sim, existe a preocupação. Temos [os dirigentes] que baixar o volume do conflito e passar uma mensagem de tranquilidade para que [oa torcedores] se comportem, porque o futebol é uma festa, temos um grande evento, e é isso que temos que pregar", seguiu o dirigente do Tigre.
Archeli colocou que o clube argentino segue com a avaliação de que foi "vítima de agressão" no Morumbi na noite do dia 12, quando após uma confusão generalizada entre atletas do Tigre e seguranças do São Paulo, no intervalo, o time visitante decidiu não voltar para a disputa do segundo tempo. O clube paulista foi dado como campeão pela Conmebol.
"Não quero continuar colocando lenha neste fogo... Apresentamos as provas que tínhamos, e já é um tema do qual não tem sentido seguir falando se queremos que a Conmebol o defina. Estamos orgulhosos de estar na Libertadores, um torneio gigante. Argentinos e brasileiros, somos irmãos, estamos no Mercosul, a cordialidade entre os dois países é muito grande, então não há sentido um incidente tão pontual atrapalhar a cordialidade", encerrou Archelli.
'Vítima', Tigre recua e pede paz com irmãos sul-americanos, mas teme sua própria torcida
Fonte ESPN
21 de Dezembro de 2012
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