
Campeão com o Inter de Milão, em 2010, ao bater a zebra Mazembe na decisão, e vice comandando o Liverpool cinco anos antes, quando o São Paulo foi vencedor, o espanhol demonstrou conhecimento de causa e surpreendeu ao não ficar em cima do muro ao definir a importância do troféu. Ciente das armadilhas de uma disputa de tiro curto, Benítez mostrou respeito aos possíveis rivais da semifinal, mas deixou claro que o maior adversário será mesmo o Corinthians.
- Nunca podemos dizer que será fácil. Podemos perder o primeiro jogo, que pode ser com o Monterey, que também depende de uma vitória (diante do Ulsan, da Coreia do Sul). Depois, muito provavelmente, teremos pela frente um time brasileiro, e sabemos o quanto essa competição é importante para eles. Para os sul-americanos, é realmente mais importante do que para os europeus.
Rafa Benítez relembrou as duas vezes que disputou a competição e lamentou a falta de sorte na derrota por 1 a 0 diante do São Paulo, com gol do volante Mineiro.
- Foram experiências importantes. Na decisão contra o São Paulo lembro que jogamos bem, criamos oportunidades, tivemos três gols anulados, e acabamos perdendo. Já contra o Mazembe o Inter de Milão realmente era muito mais forte.

O novo comandante do Chelsea admitiu ainda não ter em mente uma estratégia para a competição. Com dois jogos em cinco dias, Benítez admitiu que pode mandar a campo equipes diferentes para evitar um desgaste do elenco, que volta à Inglaterra e já enfrenta o Leeds United, pela Copa da Liga, três dias após a decisão do Mundial.
- Podemos pensar muitas vezes que o primeiro jogo é fácil, mas é preciso ter equilíbrio, saber quem vai usar. Todo mundo quer jogar a final, mas são dois jogos em um período muito curto. Não é fácil manter todo o elenco feliz, apesar de uma conquistar resolver tudo.
Além da partida contra o Fulham, nesta quarta, o Chelsea ainda encara o West Ham, sábado, pelo Campeonato Inglês, o Nordsjaelland, da Dinamarca, terça-feira, pela Champions League, e o Sunderland, também pela Premier, dia 8. Logo após o último compromisso, a delegação segue para Newcastle, onde pega voo fretado para o Japão.