A participação de Paulo Henrique Ganso no jogo-treino do São Paulo contra o Guarani deixou a comissão técnica satisfeita, mas aumentou a dúvida na cabeça de Ney Franco: quem vai sair do time para o meia entrar, seja como titular ou durante o jogo de domingo, contra o Náutico?
Em razão da ausência de Lucas, convocado para a seleção brasileira, o técnico pôde esboçar um rascunho da equipe de 2013, quando o atacante, vendido ao PSG, não fará mais parte do grupo. Ganso atuou em seu lugar e mudou a característica da equipe. O time habitualmente veloz e incisivo passou a valorizar mais a posse de bola e teve mais trocas de passes no setor ofensivo.
Ganso e Jadson ocuparam espaços semelhantes, mas não se atrapalharam. Ao contrário, criaram bons lances para os atacantes. O maestro, como tem sido chamado pelo próprio São Paulo, deixou Luis Fabiano duas vezes frente a frente com o goleiro, mas o atacante não conseguiu finalizar. A linha de três jogadores atrás do centroavante desapareceu. Osvaldo, pela esquerda, recebeu passe de Cortez e sofreu pênalti, que Rogério Ceni converteu. Depois, foi lançado por Jadson e fez o segundo dos titulares, que ficaram em campo por 35 minutos.
O problema é que, em partidas oficiais, para valer, parte da comissão técnica do São Paulo não consegue enxergar Ganso, Jadson e Luis Fabiano juntos, já que o trio não tem poder de marcação. Lucas e Osvaldo, por exemplo, ajudam muito a acompanhar os laterais adversários, e, sem um deles, esse aspecto ficaria deficiente. Maior responsável pelo combate no meio de campo, Wellington garante que a mudança não muda o conceito do time.
- A marcação é a mesma, e a responsabilidade não muda. Cada um sabe o jogador que tem de marcar. Nossos meias marcam os volantes adversários, e os volantes marcam os meias deles. Não muda - afirmou o jogador.
Ao menos contra os reservas do Guarani, Ganso preencheu espaços sem a bola e conseguiu interceptar alguns passes quando o São Paulo adiantou sua marcação. A maior probabilidade é que ele comece a partida de domingo, contra o Náutico, no banco, e depois vá entrando aos poucos. Se Ney Franco também achar que ele e Jadson não cabem na mesma equipe, o camisa 10 poderá perder o lugar. Ganso ficaria centralizado, com Lucas e Osvaldo abertos e Luis Fabiano à frente.
Outra opção é a saída de Osvaldo. Nesse caso, o São Paulo teria uma formação parecida com a do jogo-treino, mas com Lucas em campo e mais jogadas de linha de fundo pelo lado direito.
O novo camisa 8 arrancou aplausos de conselheiros que estavam na arquibancada após dois toques de letra, e quando colocou Luis Fabiano em boas condições de finalizar. Também esteve sempre próximo das jogadas e chamou atenção por ficar pouco tempo com a bola nos pés.
- Ele não corre tanto, mas faz a bola correr muito - observou um integrante da comissão técnica.
Ganso muda característica do time e deixa dúvida na cabeça de Ney
Com o meia em campo, treinador pode optar por saída de Osvaldo ou Jadson, mas comissão técnica se preocupa com perda de marcação
Fonte Globo Esporte
16 de Novembro de 2012
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