E o que parecia improvável, até pela características do jogador, está comprovado nos números. Com 85 desarmes na competição nacional, em 30 jogos (média de 2,8 roubadas de bola por partida), Cortez surge como um dos pilares do bom momento defensivo da equipe.
“Tenho aprendido muito no São Paulo. E me vejo como um lateral eficiente tanto ofensivamente, quando defensivamente”, afirmou o camisa 6 são-paulino, ao MARCA BRASIL. Ele detém o segundo melhor índice de desarmes na posição, atrás apenas de Márcio Azevedo, do Botafogo, com 101 roubadas de bola no Brasileirão.
“Ainda estou aprendendo. O Ney sempre me fala: Cortez, o Paulo Miranda não é zagueiro. É lateral como você. Então, tem que fechar bem na linha de quatro”, revela o jogador, de 25 anos, que apontou o segredo pela boa fase na marcação, seu antigo ponto franco.

“Após os treinos, o Ney Franco faz alguns trabalhos específicos comigo. Principalmente com os zagueiros. E isso tem me ajudado bastante”, confessa o lateral-esquerdo, que balançou as redes uma vez no Campeonato Brasileiro, e veio do Botafogo.
E para o duelo contra o Flamengo, válido pela 32ª rodada, Cortez sabe que será importante ter atenção especial ao setor de marcação, para continuar ajudando o São Paulo em sua retomada na tabela.
“O Engenhão tem o campo bem estreito. Então, qualquer cruzamento já leva perigo, porque a bola está sempre próxima da grande área. Lá, não podemos dar espaço”, avalia o atleta, que espera evoluir ainda mais no Tricolor.
“Estou feliz pelos números de desarmes, mas não estou satisfeito. Se estou em segundo lugar, vou trabalhar para ser o primeiro. Quero continuar aprendendo”, comentou o lateral-esquerdo do São Paulo.