"Eu não estava tendo muitas oportunidades, não vinha sendo nem relacionado, e o Rogério veio conversar comigo, falou para eu não me desmotivar, que ele sabia do meu potencial. É um cara que escuto bastante. Com apoio dele, tive felicidade de entrar novamente no time e mostrar o futebol que fez com que eu fosse contratado", disse o jogador.
O futebol que levou o São Paulo a se interessar por ele foi o desempenhado com a camisa do Ceará, na temporada passada. Recentemente, Ceni revelou mesmo ter pedido a Osvaldo que atuasse como quando defendia a equipe nordestina. "Queria o Osvaldo do Ceará, que faz fumaça, ataca e volta para marcar", falou o camisa 1.

Quem também abraçou a causa foi o técnico Ney Franco. "Ele me deu oportunidade e, depois que tive lesão, voltou a me dar sequência no time. Antes eu vinha trabalhando, sabia das minhas qualidades, mas era difícil mostrar meu futebol sem essa regularidade. Agora estou podendo mostrar meu potencial", comemora o atacante.
"Eu jamais desisti, tenho contrato longo e sabia que, a qualquer momento, essa oportunidade poderia chegar. Futebol é assim. Quando menos se espera, ela chega, e você tem que estar preparado. O Rogério é um exemplo no grupo e tento segui-lo sempre", reforça o camisa 17.
No atual esquema com três atacantes, Osvaldo atua na ponta esquerda, com o meia-atacante Lucas do lado oposto e Luis Fabiano centralizado. A formação tem dado certo. O ex-atacante do Ceará já tem sete gols na competição nacional e um na Copa Sul-americana.
Garantido na equipe, ele vai a campo novamente nesta quinta-feira, diante do Atlético-GO, último colocado do Brasileiro. A partida, marcada para 21 horas (de Brasília), no Morumbi, será sua 11ª consecutiva como titular no São Paulo.