Raí disse que Lucas chegará para se encaixar num esquema de contra-ataque, planejado pela comissão técnica para tentar avançar, principalmente, na competição europeia. Por outro lado, o técnico do Santos, Muricy Ramalho, outro convidado do evento promovido pelo patrocinador do Chelsea, acha que o jogador do São Paulo merecia jogar em um país com um campeonato mais competitivo, casos por exemplo de Espanha ou Inglaterra.
Durante a negociação, Raí conversou muito com Leonardo, diretor esportivo do PSG. O brasileiro, além de ter jogado com Raí no São Paulo, é seu amigo e sócio em projetos sociais.
- O Leonardo foi o grande responsável por essa negociação. Eles estão investindo muito, mas a contratação do Lucas não é mais uma de uma série. Eles pensam em jogar no contra-ataque e o Lucas se encaixa nisso, tem uma velocidade impressionante com a bola e foi contratado para esse objetivo. Acho que ele vai chegar e jogar, mas por outro lado não poderá se acomodar porque há muitos bons jogadores no setor - disse Raí.
Já Muricy Ramalho concordou que a proposta era irrecusável, mas lamentou que o destino de Lucas seja o PSG. O técnico acha que, em termos de aprendizado, a negociação não será tão boa para o são-paulino, já que o nível técnico do Campeonato Francês não é bom como o de outros na Europa. Muricy vê Lucas como único jogador diferente do futebol brasileiro atual, ao lado de Neymar, é claro.
O comandante santista criticou também a forma como o futuro clube de Lucas tem se reforçado. A maior parte do dinheiro vem do milionário investidor Tamim Bin Hamad Al Thani, do Qatar.

- O cara não era nada do PSG, agora manda, é o cara, contrata todo mundo. Antes não tinha ligação nenhuma. Não entendo muito essa relação, não gosto disso no futebol.