De Vitor Birner
São Paulo 3×0 Palmeiras
O São Paulo foi superior do começo ao fim.
Poderia ter feito mais gols.
Gilson Kleina escalou muito mal o Palmeiras e facilitou a vida são-paulina.
A formação escolhida pelo técnico não levou em conta os defeitos e virtudes do rival, além de mudar a forma como o Alviverde atuou nas últimas partidas, quando o time venceu.
Osvaldo e Lucas tiveram muito espaço e desequilibraram. Denilson também merece destaque, tal qual Luís Fabiano pelos gols.
Bruno foi o melhor do Alviverde.
Paulo César de Oliveira, mesmo sob forte pressão, não interferiu no resultado.
Vitória justa da equipe de Ney Franco.
Escalação
São Paulo – Rogério Ceni, Paulo Miranda, Rafael Toloi, Edson Silva, Cortez; Wellington (Maicon), Denilson, Jadson (Douglas): Lucas, Osvaldo e Luis Fabiano (Willian José) Técnico: Ney Franco
Palmeiras: Bruno, Artur, Maurício Ramos, Román, Juninho (Correa), Henrique, Márcio Araújo (Tiago Real), Marcos Assunção, Daniel Carvalho (Luan), Valdivia e Barcos. Técnico: Gilson Kleina
Gilson Kleina errou
O Palmeiras derrotou o Figueirense e a Ponte Preta marcando bem adiantado.
Em ambos os jogos a pressão nos zagueiros, laterais e volantes adversários rendeu dois gols em menos de 15 minutos.
O São Paulo tem dificuldade quando encara equipes que atuam dessa forma. Basta lembrar dos minutos iniciais do confronto diante do Corinthians.
Gilson Kleina deveria ter repetido o que deu certo, mas mexeu nas características da equipe.
A opção por Daniel Carvalho como segundo atacante foi um desastre tático
Valdívia, o meia, não trabalha bem nos desarmes.
O chileno, Daniel Carvalho e Barcos precisavam iniciar a marcação na área de Rogério Ceni, só que não conseguiram.
Ficou um enorme buraco entre eles e os volantes Henrique, Marcio Araujo e Marcos Assunção, o que obrigou o Palmeiras a permanecer bem atrás e permitiu qe o São Paulo atuasse com a bola no ataque.
A entrada de Daniel Carvalho também matou o contragolpe. A equipe não teve a jogada de velocidade pelos lados.
Todos os rivais são-paulinos costumam aproveitar o espaço deixado pelos laterais, mas o Palmeiras não tinha ninguém, em campo, para fazer isso.
Mazinho poderia executar tais funções.
E pior. Daniel Carvalho atuou do lado de Paulo Miranda, ao invés de explorar a Avenida Cortez.
A utilização de alguém lá era tão necessária e óbvia de ser compreendida.
Edson Silva substituiu Rhodolfo. Ele e Cortez certamente não formam uma dupla segura do lado esquerdo da linha defensiva.
Tudo isso não foi levado em conta pelo técnico do Palmeiras.
São Paulo superior
Ney Franco formou a dupla de volantes com Wellington, o melhor da posição, e Denilson.
O treinador manteve a forma do time se posicionar.
Deixou Osvaldo e Lucas dos lados, abertos, Jadson centralizado na criação, liberou os avanços de um volante e dos laterais.
Eles deitaram e rolaram.
Diversas vezes os laterais Artur e Juninho ficaram sem proteção. Precisaram marcar Osvaldo e Lucas no mano-a-mano.
Jadson teve liberdade para fazer lançamentos. Denilson chegou até a entrada da área carregando a bola sem ninguém acompanhando.
O anfitrião mandou no confronto do Morumbi.
Bruno salva três
A facilidade de chegar à linha de fundo e de tentar passes e chutes de média distância ajudou o São Paulo a levar perigo desde o começo.
Aos 3 minutos, Denilson chutou, Bruno deu rebote e fez bela intervenção após o arremate de Luís Fabiano.
Aos 20, ele precisou de outra bela intervenção para evitar o gol do centroavante.
Aos 30, Osvaldo parou no goleiro.
Gols simplificam ainda mais
Aos 35, Lucas recebeu a bola na esquerda, chutou cruzado, Bruno fez mais uma difícil defesa, a dita cuja tocou na trave e Luís Fabiano, no rebote, balançou a rede.
O gol simplificou ainda mais as coisas para o São Paulo.
O Palmeiras precisou avançar. Os espaços para os são-paulinos criarem chances aumentaram ainda mais.
Aos 41, Denilson, de fora da área, acertou bonito chute e ampliou a vantagem.
Mudanças tardias
Gilson Kleina voltou do período de descanso com Luan e Tiago Real nas vagas de Daniel Carvalho e Márcio Araújo.
As trocas permitiram que o palestra tentasse pressionar a saída de jogo sdo rival.
Logo no começo Rogério Ceni teve que fazer boa defesa
Justa expulsão
Atrás no placar, o Palmeiras tinha que correr riscos.
Osvaldo, em contragolpe, recebeu a esférica no ataque, partiu para o drible e Artur, que já estava amarelado, fez a falta.
Mereceu o cartão vermelho.
Administrou e ampliou
Aos 10, Wellington, que recebera o amarelo, deu lugar a Maicon. Saiu apenas por causa do cartão.
Aos 13, Juninho foi descansar e Correa entrou.
O São Paulo continuou melhor, porém se preocupou em prender mais a bola.
Aos 23, Jadson, que está pendurado, foi substituído por Douglas. Em seguida, Luís Fabiano recebeu a bola na área e fez 3×0.
Sentiu câimbras e Willian José entrou.
As melhores oportunidades até fim do Choque-Rei foram da equipe da casa.
Vitória justa.
São Paulo manda no clássico e consegue tranquila vitória contra o Palmeiras. Grave erro de Gilson Kleina ajudou o time de Ney Franco
Fonte UOL/Birner
6 de Outubro de 2012
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