A entrada de Daniel Carvalho na vaga de Maikon Leite pela boa atuação nos 3 a 1 sobre o Millonarios pela Sul-Americana e a mudança tática palmeirense para o 4-3-2-1 - a famosa “Árvore de Natal” que ganhou notoriedade em 2007 com o Milan campeão europeu e Mundial – não justificam a fragilidade na marcação que deixou espaços generosos para o contragolpes são-paulinos com Lucas, Jadson, Osvaldo e Luis Fabiano.
Mas tornaram o Palmeiras lento e previsível, sem uma referência de velocidade na frente. Para piorar, Marcio Araújo e Marcos Assunção ficaram presos atrás, assim como os laterais, preocupados com os ponteiros Lucas e Osvaldo. Não marcavam, nem jogavam.
No São Paulo, Wellington e Denílson anulavam os meias-atacantes alviverdes. Bola roubada, transição rápida e contra-ataques seguidos. No rebote da conclusão de Lucas na trave após deixar Marcio Araújo no chão, gol de Luís Fabiano; chutaço de Denílson saturado de efeito e 2 a 0.
Não fossem os erros de Lucas e Osvaldo na decisão das jogadas (passar, driblar ou chutar) e duas boas chances desperdiçadas por Luís Fabiano, o estrago teria sido ainda maior no Morumbi.
Saldo do passeio na primeira etapa: São Paulo com 60% de posse de bola e 17 a 7 em finalizações (oito a um na direção da meta). 16 a 1 em dribles certos, inclusive o de Osvaldo sobre Artur que terminou na entrada duríssima que podia ter sido punida com o cartão vermelho. Paulo César Oliveira aliviou e mostrou apenas o amarelo.
Aos oito da segunda etapa, porém, o lateral palmeirense novamente parou o veloz atacante tricolor com falta e foi expulso. Jogo decidido e triunfo ratificado com o gol de Luís Fabiano.
Kleina tentou corrigir o próprio equívoco no intervalo trocando Daniel Carvalho e Marcio Araújo por Luan e Tiago Real. Mas a expulsão e as lesões de Juninho e Valdívia jogaram seus planos por terra e o tricolor, diante de nove palmeirenses, controlou a partida com facilidade.
O Palmeiras paga caro pela escolha infeliz de seu treinador. Talvez sem chance de reversão no campeonato. O São Paulo agradece o “presente” e segue na luta pela última vaga do G-4.
Escolha infeliz de Gilson Kleina facilitou o passeio do São Paulo
Fonte ESPN
6 de Outubro de 2012
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