Gilson Kleina mantém o 4-3-1-2 e troca o suspenso e contundido Maikon Leite por Mazinho para manter uma referência de rapidez e mobilidade ao lado de Barcos na frente. Com isso, o meio-campo fica livre para a intensa movimentação dos últimos jogos com Henrique, Márcio Araújo, Marcos Assunção e Valdívia, o meia de ligação no losango alviverde.
É neste setor que o Palmeiras pode se impor no clássico. Mesmo que Henrique fique mais preso no cerco a Jadson à frente da defesa. Marcos Assunção ganha liberdade para recuar e iniciar a saída de bola ou aparecer como elemento surpresa para os arremates de fora da área.
Não por acaso, Ney Franco troca Maicon por Denílson para reforçar a marcação. Ainda assim, o 4-2-3-1 com Lucas e Osvaldo agudos pelos flancos, Jadson na articulação e Luís Fabiano na frente pode sofrer com inferioridade numérica entre as intermediárias: três contra quatro.
A menos que Cortez, liberado para apoiar pela esquerda com Paulo Miranda mais preso como lateral-zagueiro do lado oposto, componha o meio sem a bola marcando o volante-meia que cair por ali, normalmente Marcio Araújo. Ou Osvaldo colaborar na recomposição marcando e deixar o combate a Artur com o camisa seis.
O desfalque de Rhodolfo deve sobrecarregar Rafael Tolói no combate a Barcos, já que Edson Silva é um tanto hesitante na zaga. Mas o tricolor também pode avançar a marcação e travar com Lucas e Osvaldo as descidas de Artur e Juninho, forçando o oponente a centralizar o jogo e facilitar a marcação.
Pressões sobre arbitragem à parte, os chutes e cruzamentos de Marcos Assunção continuam sendo os trunfos mais óbvios e perigosos do Palmeiras, assim como a eficiência de Barcos. Mas é no meio-campo que o alviverde pode pavimentar a vitória no Morumbi que seria histórica: Segundo o PVC, em seu blog, o São Paulo não perde em seu estádio para o rival há dez anos – 18 jogos, com dez vitórias e oito empates.
