Vale muito (pouco)

Fonte Estadão
As eleições municipais vão nos privar do futebol neste domingo. Uma pena!
Domingo sem bola rolando pelo Brasileirão não é a mesma coisa. Amanhã, como consolo, teremos um importante Palmeiras x São Paulo. Jogo que vale muito para as pretensões das duas equipes na competição. Muito pouco, no entanto, pela dimensão dos dois clubes.
O Palmeiras entra no Morumbi com o desafio de manter a arrancada para fugir das últimas colocações. O oscilante São Paulo joga para não perder de vista o Vasco e, assim, seguir na luta por vaga na Libertadores.
O clássico atrai interesse e está longe de ser monótono. Novamente, contudo, esses dois gigantes do Estado se enfrentam por metas modestas. Há pouco menos de um ano, escrevi coluna parecida. São-paulinos e palmeirenses jogariam no segundo turno do Brasileirão de 2011 apenas para cumprir tabela. Ao Alviverde, a partida tinha importância zero. Ao Tricolor, restava pequena chance de se classificar para o torneio continental.
Não muito tempo atrás (2006, 2007 e 2008), o São Paulo foi tricampeão brasileiro. Não se pode exigir de ninguém títulos a toda hora, muito menos numa disputa tão equilibrada. Já faz quatro anos, porém, que a equipe tem feito campanha abaixo do esperado, por sua estrutura, pela folha de pagamento e pelo poderio econômico. Não combina com suas tradições, por exemplo, festejar empate com a LDU de Loja (pela Sul-Americana) ou soltar rojões "apenas" por estar brigando por um lugar na Libertadores.
A situação do Palmeiras é bem pior. Nos últimos 12 anos, o time levantou duas taças, a do Paulistão (2008) e, recentemente, a da Copa do Brasil. Sua missão agora não é nada nobre: evitar a queda para a Série B, uma década depois de ter sido rebaixado. Livrar-se do descenso não é mais do que a obrigação desse grupo limitado tecnicamente, mas esforçado. A chegada de Gilson Kleina mudou o astral dos jogadores, algo evidente nas últimas duas rodadas. Espera-se que não tenha sido fogo de palha, mas uma reação consistente. Amanhã teremos boa ideia de quão grande de fato foi a evolução.
O São Paulo, a meu ver, leva ligeiro favoritismo por jogar em casa e contar com sua torcida, embora essa equipe seja uma incógnita. De vez em quando, brilha, como contra Corinthians e Botafogo. Na maior parte das vezes, faz jogos sonolentos. Tem atletas de primeira linha, como Rogério, Lucas e Luis Fabiano (quando atua). Mas muitos medianos - nomes para clubes menores -, como Douglas, Maicon, Paulo Assunção e Willian José. O Palmeiras tem como trunfo a empolgação depois de dois bons resultados. E, claro, as bolas paradas de Marcos Assunção.
Aposto num clássico aguerrido e ofensivo. O empate, afinal, não será bem digerido por ninguém. O fato é que, independentemente do resultado, São Paulo e Palmeiras continuarão em débito com seu torcedor. Num Brasileirão de nível pobre como este, os dois deveriam estar correndo atrás de objetivos maiores.
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