Pai da torcedora que ganhou camisa de Lucas critica passividade da PM

Milton Pscheidt, que teve dedo quebrado no Couto Pereira, lembra dos momentos de tensão e lamenta: 'Intenção não era provocar torcida do Coxa'

Fonte Sportv
Milton Pscheidt, pai da menina Millena, de 13 anos, que foi hostilizada por torcedores do Coritiba no final da partida contra o São Paulo, conversou por telefone com o programa 'Tá na Área'. Além de revelar que teve um dedo quebrado na confusão, ele criticou a passividade da Polícia Militar no episódio e explicou que não assistiu ao jogo na torcida dos visitantes por pura falta de conhecimento. Milton disse ainda que levou a filha ao estádio para atender um pedido dela, que é fã do meia Lucas, do Tricolor Paulista e da Seleção.
A torcedora guardou o dinheiro que recebeu de aniversário para pagar o ingresso e as despesas no Couto Pereira. Sensibilizado pelo esforço da estudante, que chegou a marcar os dias no calendário para conhecer o ídolo, o pai, Milton Pscheidt, lembra que aceitou desafio de viajar 300km para chegar ao Couto Pereira para realizar sonho da filha - eles residem em Rio Neguinho, Santa Catarina.
- Ela veio um dia e disse: Pai, eu tenho o sonho de conhecer o Lucas, você me leva? No dia 30 de setembro terá um jogo lá. Eu disse: filha, não é fácil se deslocar, tem custos, isso e aquilo, mas, para realizar o sonho da filha da gente, fazemos de tudo.
Milton, que não costuma frequentar estádios, admite que foi prejudicado pela falta de conhecimento na hora de comprar os ingressos na torcida do Coritiba, ao invés da visitante, e diz que a intenção não era de provocar torcedores do Coxa.

- Na verdade foi a primeira vez que tínhamos ido no campo lá e, por isso, entramos pelo lado errado, pela torcida deles. Ficamos quietinhos, respeitando a torcida do Coxa. Tava tudo indo bem até o momento em que a Millena começou a chamar pelo Lucas. Ele acenou, deu tchauzinho e ela ficou muito contente porque é fã assídua dele. Ela pediu a camisa para ele. Ele fez um sinal que era para ela aguardar um minuto.
O pai da jovem confessa ter sido inocente e lembra que pegou a camisa dada pelo Lucas para filha com receio que esta fosse tomada pelos torcedores. Chateado, ele fala de momentos "tensos" vividos no estádio Couto Pereira, principalmente do momento em que foi cercado por torcedores e teve dedo quebrado na tentativa de proteger a filha.
- Achei que eles queriam pegar a camisa e não foi isso. Eles queriam queimar. Na verdade, não chegaram a roubar a camisa, mas quebraram meu dedo pequeno. Eu segurei forte e eles iam puxando. Eles queriam rasgar, roubar a camisa. O pessoal que estava com o Lucas chegou a falar: Joga de volta! Lembro que um deles tirou meu óculos e fechou a mão para me bater, caso eu não entregasse a camisa.
Milton lembra ter sido alertado pelo primo sobre os perigos no Couto Pereira, mas não esperava essa reação. Vítima da violência, ele critica a passividade da Polícia Militar na confusão, embora considere que a ação pudesse aumentar a briga.
- Eu dizia: Pelo amor de Deus, é uma criança, eu viajei 300km para estar aqui! Lembro que chegou o segurança do campo para apartar e nos ajudar. Nos levaram até o vestiário do São Paulo, mas a Polícia Militar não quis se envolver. Achei essa atitude errada, mas, se eles entrassem, poderia ter sido pior, pois ia "quebrar o pau" e sobrar para todo mundo.
Recuperada do susto, Millena, que bloqueou seu twitter após receber ameaças de torcedores e mensagens de baixaria, diz que ainda tem receio dos reflexos que episódio pode causar, embora afirme que não vai esquecer do abraço recebido pelo ídolo (Lucas) após confusão.
- Era um sonho que eu tinha. Ele me abraçou, perguntou se estava tudo bem, se eles tinham me machucado e disse que escutou eu gritar o jogo inteiro por ele, por isso, tinha que retribuir.
A estudante agora sonha com a possibilidade de ter um novo encontro com o ídolo. Ela diz que foi convidada por dirigentes do São Paulo para assistir à partida de despedida de Lucas, no dia 17 de dezembro, no Morumbi, mas não vai poder participar porque será no mesmo dia da sua formatura no ensino médio.
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