"Aqui os recursos serão nossos e da inteligência dos nossos captadores de recursos. O problema financeiro está equacionado. Do cofre do São Paulo e do governo não sairão nada. Isso é um fato irreversível", declarou Juvenal, que ainda brincou: "Nessas solenidades eu tenho que tomar cuidado com as palavras, o que não é muito o meu jeito".
O evento que selou a entrega do alvará para as obras no Morumbi contou com a presença do prefeito Gilberto Kassab e do seu vice, Guilherme Afif, com o ex-governador e patrono do clube, Laudo Natel, e dos Conselheiros do São Paulo. O goleiro e ídolo são-paulino Rogério Ceni também esteve por lá.
Juvenal ainda revelou que a obra para a cobertura total dos 68 mil lugares do Morumbi foi orçada em R$ 300 milhões e tem o prazo de um ano e meio para ser entregue - a previsão é que ela esteja pronta no início de 2014. O presidente esclareceu que, para que o projeto pudesse sair do papel, o próprio clube tricolor se encarregou de cuidar de cada detalhe para garantir que a construção não causasse nenhum dano aos moradores dos arredores do Morumbi.

"Fizemos um estudo acústico para evitar problemas à população, submetemos a cobertura a um estudo no Instituto de Vento para mostrar a segurança e seriedade do empreendimento", explicou.
O início da construção da cobertura no Morumbi ainda não tem data certa, mas deve acontecer até o final do ano ou, no máximo, no início de 2013. A construtora Andrade Gutierrez será a responsável por conduzir as obras no estádio tricolor e também patrocinará parte delas. O resto da verba, de acordo com Juvenal Juvêncio, virá de parceiros - os nomes deles, no entanto, não foram revelados pelo presidente.