Osvaldo supera dificuldades, brilha no São Paulo e já pensa em herdeiro

Atacante perdeu a mãe com 21 anos, época em que foi vendido a um clube árabe. Lá, ficou parado cinco meses por lesão. Hoje, é o talismã do Tricolor

Fonte Globo Esporte
Osvaldo virou o talismã do técnico Ney Franco. Contratado pelo São Paulo no início do ano, o atacante demorou praticamente cinco meses para “estrear”. Sem espaço com o ex-técnico Emerson Leão, o baixinho só ganhou confiança e cresceu nas mãos do novo treinador - a ponto de o técnico ter mexido no esquema tático da equipe para arrumar uma brecha para o jogador que, nas últimas quatro partidas, esteve sempre entre os melhores do time. Contra Portuguesa, Cruzeiro e Coritiba, pelo Campeonato Brasileiro, ele deixou a sua marca. Contra a LDU de Loja (ECU), pela Copa Sul-Americana, foi dele o cruzamento que originou o gol contra do zagueiro Bermudez - na súmula, o gol foi creditado para o atacante.
– O momento é ótimo. Finalmente recebi a sequência que sempre esperava para mostrar serviço. A bola começou a entrar. Até mesmo, quando vou cruzar, como foi no Equador, saiu o gol. Tenho de continuar trabalhando para manter esse embalo. Não tenho nenhuma mágoa do Leão. O elenco é forte e ele tinha outras preferências – afirmou o jogador, que recebeu a reportagem do GLOBOESPORTE.COM na sua casa nesta segunda-feira.

Com apenas 25 anos, Osvaldo já tem muita história para contar. Iniciou a carreira no futebol de salão e depois resolveu se aventurar nos gramados pelo River, do Piauí. De lá, foi para o Fortaleza, onde se destacou e acabou negociado com o Al Ahli, dos Emirados Árabes. Nesse momento, sofreu o maior baque de sua vida, que foi a morte da mãe, Iracilda.
– Profissionalmente, o ano estava sendo ótimo, estava me destacando no Fortaleza. Mas minha mãe acabou morrendo e eu perdi a maior incentivadora da minha carreira. Eu comecei a jogar bola dentro de casa e era ela que me levava para jogar futebol de salão. Minha mãe dizia que se eu trabalhasse duro, chegaria a um time grande. É por isso que, sempre que marco um gol, levanto as mãos para o céu. É uma espécie de homenagem. Foi tudo muito difícil, porque acabei vendido nessa época e tive de ir embora. Meus irmãos e toda a minha família foram muito importantes nessa época porque puderam ajudar meu pai.
Se não bastasse o problema familiar, uma séria contusão sofrida no primeiro jogo em sua nova equipe dificultou ainda mais as coisas para Osvaldo.
– Com dois minutos de jogo da primeira partida, sofri uma fissura no dedão do pé direito e fiquei cinco meses parado. Sozinho, em um lugar que não conhecia ninguém. Era a primeira vez que viajava para fora do país e logo para um muito diferente do nosso. Não foi fácil suportar. Pensei várias vezes em voltar.
Nessa época, o suporte para arranjar forças e seguir nos Emirados Árabes veio de Gleiciane, sua namorada na época e hoje esposa. Eles estão juntos há sete anos.

– A perda da mãe já tinha sido muito difícil. Ele foi sozinho e conversámos todos os dias pelo Skype. Ele dizia que queria voltar. Fui lá, fiquei dois meses e, aos poucos, ele conseguiu se adaptar. Mas é tudo muito diferente lá. Nós do Nordeste gostamos do contato com as pessoas, de conversar e lá isso praticamente não existia. Eles não eram as pessoas mais simpáticas do mundo. Como não conhecíamos ninguém e nem os lugares, ficávamos convivendo apenas com os brasileiros – disse a esposa.
Hoje, se recebesse nova oferta de um clube árabe, Osvaldo não aceitaria. Ele afirma, porém, que não se arrepende da decisão que tomou.
– Eu ganhava muito pouco no Fortaleza e lembro que foi uma proposta muito boa. Na época, conseguiu comprar o primeiro imóvel para o meu pai e isso é muito importante. Hoje estou muito feliz no São Paulo e não sairia daqui.
Osvaldo custou R$ 4,6 milhões ao São Paulo, que adquiriu 50% dos direitos econômicos do atleta. Até agora, ele tem 33 partidas disputadas e oito gols marcados. À vontade no novo clube, ele exalta o ambiente e diz que o time fará de tudo para, no mínimo, buscar uma vaga no G-4.
– Eu me sinto muito bem no clube. Divido o quarto com o Jadson e é um cara que não deixa você ficar triste. Também tem o Wellington, o Cícero e o Cortez, que são parceiros. Na verdade, o grupo todo está muito focado e unido. O próprio Rogério disse no Equador que há muito tempo não via um elenco tão fechado. Pelas condições que temos e pelo apoio que temos do nosso torcedor, precisamos buscar o G-4. Depois que isso acontecer, temos qualidade até para subir na tabela.
Depois de ter sido persistente e superado as dificuldades, Osvaldo festeja o bom momento. A ponto de já fazer planos para aumentar a família.
– Quero muito um filho. A ideia é pensar nisso no ano que vem. Quem sabe não nasce um Osvaldinho, mais um atacante para o futebol brasileiro (risos).
Gleiciane é mais contida:
– Estou com 20 anos e, no ano passado, tranquei a faculdade de nutrição em Fortaleza. Já queria ter recomeçado os estudos em 2012, mas com a mudança para São Paulo não foi possível. Se dependesse só do Osvaldo, já teria dois filhos eu acho. Vamos deixar acontecer.
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