Não é preciso me alongar muito para dizer que o São Paulo apresentou um mau futebol na noite da última quarta-feira, contra a LDU de Loja, no Equador. Com um gol que saiu em lance de extrema infelicidade do zagueiro Bermúdez, o Tricolor conseguiu trazer ao Brasil um empate (1 a 1) que o permite se classificar com uma vitória simples ou, até, um empate sem gols no Morumbi.
Porém, algo que chamou a atenção no confronto com os “lojanos” foi a ineficiência do trio ofensivo são-paulino. Abrindo mão de um centroavante, Ney Franco escalou Ademilson no lugar de Willian José para que o jovem atacante fosse o finalizador das jogadas, chegando pelo meio, já que Osvaldo e Lucas atuam bem abertos pelos flancos.
Mas o que se viu foi o camisa 11 “batendo cabeça” com seus companheiros. Além de sair muito da faixa central do ataque, Ademilson não conseguiu penetrar na defesa equatoriana e acabou frustrando a intenção de Ney Franco de ter esta referência.
Com Willian José entrando em seu lugar no fim da segunda etapa, o São Paulo melhorou, mesmo que de forma discreta. Isso porque a cada jogada que envolvia o centroavante tricolor, pelo menos um defensor encostava para marcá-lo e, assim, sobravam mais espaços para que Lucas e Osvaldo – além de Douglas, que também entrou na etapa final – criassem pelos lados. E o camisa 19 quase marcou no único lance que teve, em bom cabeceio rasteiro que Alvarado defendeu.
Outro motivo pelo qual atuar sem um jogador de área na frente prejudica – na minha opinião – o Tricolor é a pouca aproximação de Maicon e o baixo número de finalizações de Jadson. O volante joga muito afastado do setor ofensivo e chega muito pouco à frente, não permitindo que a equipe ganhe mais uma opção na definição das jogadas. Além do camisa 18, Jadson é outro que, apesar de participar ativamente das ações ofensivas, chega pouco pelo meio para concluir. Daí a importância de se ter um centroavante, ou um atacante que esteja sempre “ali” para finalizar.
Nos moldes em que Ney Franco procurou escalar o Sampa no Equador, há apenas um grande time no mundo que consegue fazer isso de forma efetiva: o Barcelona. O clube catalão não tem um centroavante desde a saída de Ibrahimovic, em 2011. David Villa, contratado no ano passado e acostumado a ser o “finalizador” (e artilheiro) no Valencia e na Fúria, jogou mais vezes aberto até aqui do que propriamente no centro, lugar ocupado por Messi após Ibra deixar a Espanha.
Mas Messi é centroavante? Não, (e apesar de ser brilhante) não é, e por isso tende a cair diversas vezes pelo lado direito, onde atuou na maior parte da carreira. O que na verdade permitiu ao Barça seguir marcando muitos gols sem uma referência – aliado, é claro, à qualidade de seu elenco – foi a chegada de Cesc Fàbregas, volante que assumiu a função de “falso camisa 9? com Guardiola. Com Messi aberto pela direita e Pedro (ou Alexis Sanchéz ou até mesmo Villa) aberto pela esquerda, o camisa 4 sempre chegou com perigo pelo meio, permitindo a ele marcar 16 gols na temporada 2011-2012, um número bom para um volante/meia.
Sem centroavante ou um finalizador, o que o São Paulo precisa é que Maicon e Jadson apareçam “de surpresa” para marcar, assim como faz Fàbregas no Barcelona. Principalmente em dias como ontem, em que o Tricolor teve um Lucas sem inspiração e a ausência de Luis Fabiano.
Sem centroavante ou referência, só o Barcelona
Fonte Lancenet
27 de Setembro de 2012
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