O martelo foi batido, Paulo Henrique Ganso foi contratado pelo São Paulo, mas ainda levará algum tempo para que a relação entre o clube do Morumbi e o Santos volte a ser cordial. Após 32 dias de extensas reuniões e mudanças de rumo da negociação, o martelo foi batido por R$ 23,9 milhões. Nesta sexta-feira, o diretor de futebol, Adalberto Baptista, embora tenha tentado manter um discurso político, critou a postura adotada pelo rival de Vila Belmiro, que, segundo ele, dificultou muito.
- Nunca enfrentei uma negociação tão difícil. Surgiram obstáculos em determinados momentos que pareciam ser intransponíveis. Não adianta ficar falando aqui e criar nova polêmica. Basta observar o histórico das declarações e as notas oficiais que foram publicadas. Vocês vão ver que faltava coerência. Acho que o ser humano Ganso merecia um tratamento melhor. Espero que a relação entre os clubes volte a ser boa como sempre foi - afirmou o dirigente.
O dirigente fez ainda uma brincadeira durante a coletiva e disse que, após a Copa de 2014, pode até ir atrás da outra joia santista, Neymar, que tem contrato com o Peixe até o Mundial, que será disputado no Brasil.
- Contratamos o Ganso, pois a nosso ver, é um dos três maiores jogadores que surgiram no futebol brasileiro nos últimos cinco anos. O Lucas é o outro ao lado do Neymar. O primeiro foi vendido agora. Quem sabe depois da Copa o Ganso não convida o Neymar para vir jogar aqui? - disse.
Adalberto ainda provocou o rival ironizando o "horário de almoço" santista.
- Nesse momento, quase uma da tarde, posso dizer que o dinheiro da DIS já entrou na conta do São Paulo e o valor da negociação já está na conta do Santos. O problema é que não existe nenhum funcionário lá em Santos na hora do almoço e teremos de esperar mais uma hora para que as providências burocráticas possam ser tomadas - ressaltou.
Adalberto aproveitou para explicar toda a equação financeira que possibilitou ao Tricolor contratar Ganso.
- O São Paulo pagou R$ 16,3 milhões e a DIS desembolsou R$ 7,64 milhões. A partir de agora, o clube com 32% dos direitos econômicos do atleta e o nosso parceiro, com 68%. Mas somos soberanos em toda e qualquer negociação. Não teremos nenhum problema. Só tenho de agradecer o grupo DIS porque o empenho foi fundamental para o êxito da negociação - ressaltou.
Para evitar problemas futuros, as duas partes estipularam em contrato um valor mínimo para que uma negociação possa ser realizada. Para clubes brasileiros, o valor é de R$ 80 milhões. Para times do exterior, € 60 milhões (R$ 157,3 milhões).
Diretor tricolor ironiza Santos e abre as portas para Neymar após a Copa
Fonte Globo Esporte
21 de Setembro de 2012
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