
Seis meses após a segunda operação no joelho esquerdo, Wellington está muito próximo do retorno. O volante são-paulino foi relacionado para o clássico de domingo contra o Corinthians, mas acabou cortado. Às vésperas do duelo com o Botafogo, na quinta-feira, vive expectativa de ser levado para o banco de reservas do Morumbi.
Bem fisicamente, porém não no auge de sua condição, ele se diz apto a atuar durante uma etapa. "Consigo jogar 45 minutos bem, porque fiz um jogo-treino (na semana passada, diante do Audax) e venho me preparando há um mês. Antes de voltar a treinar com o grupo, vinha treinando sozinho. Estou preparado para jogar", disse.
No domingo, ele acompanhou a virada sobre o Corinthians do vestiário do Pacaembu. Ao fim do jogo, subiu para o campo para cumprimentar os companheiros pela vitória por 2 a 1. Mostra de sua ansiedade, notada também pelo brilho nos olhos quando comenta sobre uma eventual chance.
Sem Wellington, o técnico Ney Franco vem escalado Denilson e Maicon como os dois primeiros homens do meio-campo. Ambos, a propósito, tornaram-se praticamente intocáveis desde que o ex-treinador da Seleção Brasileira de base assumiu o comando do São Paulo, até pela então falta de alternativas. Voltar à titularidade, Wellington sabe, exige dele espera.
"A concorrência no elenco é muito boa, gostosa, e mostra a força do São Paulo. O grupo tem grandes jogadores, que estão atuando há mais tempo, enquanto eu estava me recuperando. Tenho que ter a cabeça boa, tranquilidade e humildade para voltar a ter meu espaço", reconheceu o jogador de 21 anos, que penou muito fora de campo.
"Foi sofrido do primeiro ao último dia de recuperação. É muito difícil ficar fora e ver seus companheiros precisarem de ajuda. Via os jogos da arquibancada e de casa sem poder ajudar. Ficar fora em qualquer momento é ruim. Mas minha família e o departamento médico do clube me apoiaram do começo ao fim", recorda o camisa 5.