Antes do clássico, Fabuloso comentou com os companheiros que faria dois gols. Estava muito confiante para seu primeiro jogo contra o Corinthians desde que retornou ao São Paulo, em março de 2011. Tanto que já entrou em campo com as comemorações na cabeça.
O camisa 9 ficou radiante por ver suas poses terem se tornado febre nas redes sociais, e motivo de gozação dos tricolores com os torcedores adversários.
- Fico feliz porque foi uma coisa pensada. Eu planejava fazer algo diferente, mas, se tirar a camisa, tomo cartão. Correr para a torcida não porque era só torcida do Corinthians. Mas eu gosto do Bolt, de quando ele faz a flecha, então decidi imitar e foi legal. Agora, na sequência, vou começar a fazer coisas diferentes e bolar comemorações - disse o atacante, artilheiro do Brasileirão ao lado de Fred, do Fluminense, e Vágner Love, do Flamengo, com nove gols.

Nos últimos anos, as danças ganharam espaço com o santista Neymar e passaram a ser copiadas por diversos jogadores do futebol brasileiro. No São Paulo, o que mais se aproximou disso foi o “bonde dos moleques zica”, criado por Lucas, Casemiro, Wellington e companhia no início do Campeonato Brasileiro do ano passado. Quando a boa campanha da equipe ficou para trás, ainda sob o comando de Paulo César Carpegiani, as comemorações também se tornaram escassas.
De acordo com Luis Fabiano, o triunfo sobre o Corinthians, grande rival e atual campeão da Taça Libertadores, devolveu confiança e bom ambiente ao grupo. Suficiente até mesmo para ressuscitar o bonde. Mas o atacante avisa: não tem o mesmo talento do craque santista, pelo menos na hora de comemorar.

- O Neymar gosta de dançar, é meio bailarino. Eu vou bolar coisas diferentes. Não tenho jeito para dança, mas o Casemiro e o Lucas gostam, têm até o bonde dos moleques zica. A gente pode inventar alguma coisa juntos - brincou, sorridente.
Antes de homenagear o jamaicano Bolt, bicampeão olímpico nos 100m, 200m e no revezamento 4x100m, Luis Fabiano também fez menção a Ronaldinho Gaúcho, que criou a comemoração do “Parado na Esquina”, funk carioca famoso entre os boleiros.
Pelo menos, os gestos planejados não devem mais dar dor de cabeça a Ney Franco. Na quinta-feira, Luis Fabiano vai entrar em campo contra o Botafogo pendurado, com dois cartões amarelos, justamente por ter tirado a camisa ao marcar na vitória por 4 a 1 sobre o Flamengo. Aquela comemoração também havia sido pensada antes, como resposta às vaias que vinha sofrendo da torcida organizada. Na ocasião, Fabuloso colocou o uniforme no chão, se ajoelhou e beijou o símbolo do clube.