- Procurar melhorar o nível da arbitragem é um compromisso de honra assumido no primeiro dia da minha administração. Essas mudanças têm o objetivo de continuar nessa busca, que tenho certeza vamos conseguir - disse José Maria Marin, ao site da CBF.

Na última terça-feira, Marin já havia deixado clara sua insatisfação com a arbitragem brasileira.
- Confesso que não estou satisfeito. Temos de dar exemplo. A arbitragem não corresponde aos anseios dos clubes e dos torcedores. Vamos estudar um pouco mais esse problema. Peço que aguardem. Talvez eu tome outras providências em relação à arbitragem até o fim dessa semana – disse Marin.
Uma das primeiras medidas de Marin à frente da CBF foi em relação à arbitragem. Em abril, o dirigente anunciou o ex-árbitro Edson Resende de Oliveira e o ex-auxiliar Aristeu Leonardo Tavares, como corregedor e ouvidor de arbitragem na entidade, respectivamente. Na ocasião, Marin disse que a ideia era reformular a estrutura da arbitragem brasileira, mas manteve Sérgio Correa como presidente da Comissão Nacional.
O novo presidente, Aristeu Leonardo Tavares, agradeceu a confiança do presidente Marin em nomeá-lo para um cargo que considera difícil, mas honroso.
- Não tenha dúvida, presidente, que o trabalho que está sendo desenvolvido na arbitragem vai render bons frutos. Vamos começar com dois objetivos, que são minimizar o erro e apresentar novos árbitros - disse Aristeu.
O erro triplo do árbitro assistente Emerson Augusto de Carvalho, que deixou de ver três impedimentos no mesmo lance e que resultaram no segundo gol do Santos no clássico contra o Corinthians (veja o lance no vídeo ao lado), foi a gota d'água. O auxiliar foi afastado temporariamente da Comissão de Arbitragem.