O problema principal do São Paulo hoje não está na qualidade dos zagueiros, Rhodolfo e Rafael Toloi, ótimos. Também não está na dificuldade nítida em fazer a bola chegar aos dois atacantes, em parter culpa de Jádson. O maior problema do time está na dificuldade em retomar a bola no meio-de-campo.

O jogo contra o Bahia começou com um losango de meio, com Denílson, Maicon e Cícero logo atrás de Jádson. Não tinha desarme e o Bahia criava oportunidades em tiros de meia distância -- Zé Roberto -- ou pelos lados do campo -- Gabriel sobre Cortez, Lulinha chutou depois de passar por Paulo Miranda.
Quando chegava à frente, faltava uma referência no ataque, o que produziu uma mudança. Ney Franco avançou Cícero para jogar entre Lucas e Ademílson. Logo houve chance de gol, mas o problema do meio-de-campo, mais vazio com apenas três homens, ampliou-se.
O melhor jogo recente do São Paulo foi contra a Ponte Preta, não por acaso a partida em que houve um cabeça-de-área de ofício: Paulo Assunção. Será melhor quando Wellington voltar, breve. E o ponto é melhorar a dinâmica do setor de meio-de-campo, recuperar a bola e fazê-la chegar ao ataque.
Ganso, por quem o São Paulo assumidamente fez proposta de R$ 11 milhões já recusada pelo Santos, não resolve esse problema.
Claro que pode melhorar a qualidade para a bola chegar ao ataque, como Jádson não tem conseguido.
O São Paulo fará nova proposta, possivelmente na casa dos R$ 15 milhões. Ainda parece pouco para o Santos aceitar -- os 45% a que o Santos tem direito representam R$ 23,8 milhões. As conversas continuam pelo menos até o dia 6 de setembro, quando Ganso fará seu sétimo jogo no Brasileirão, se atuar em todas daqui até lá. É possível que Ganso vá para o Morumbi. Mas ainda não é provável.