
O São Paulo realizou uma oferta pela compra de Paulo Henrique Ganso ignorando o passado de três cirurgias e recentes lesões do meia nos últimos dois anos. A confiança no clube é de que o jogador não precise passar por uma série de tratamentos, e possa acumular jogos em sequência.
A diretoria são-paulina espera que o Reffis, centro de recuperação física e fisioterápica do clube, possa atrair o jogador. O departamento médico do clube será acionado assim que o Santos sinalizar com aceitação da proposta.
"Obviamente que se o São Paulo faz uma proposta milionária por um jogador é porque confia na plenitude física dele. O nosso departamento médico vai se informar do que for necessário e qualquer tratamento também não será problema. Temos modernas instalações para recuperar qualquer jogador", disse o vice-presidente do São Paulo, João Paulo de Jesus Lopes.
Ganso foi submetido recentemente, ao fim de maio, a artroscopia no joelho direito e, mesmo convocado, acabou esquecido em meio aos Jogos Olímpicos de Londres quando chegou a ser ameaçado de corte ao fim da fase de grupos, devido a indícios de lesão muscular.
Desde agosto de 2010, quando sofreu lesão ligamentar no joelho esquerdo, passou por duas artroscopias similares e também sofreu duas contusões musculares de maior relevância, ambas em 2011.
Pelo Santos, o Terra já noticiou que o meia foi aconselhado por pessoas próximas a realizar um novo procedimento cirúrgico de reconstrução ligamentar no joelho direito, o mesmo no qual foi submetido a artroscopia. Ganso acelerou a recuperação do último procedimento cirúrgico realizado para enfrentar o Corinthians nas semifinais da Copa Libertadores e depois passou por cuidadoso processo de fortalecimento muscular, sendo poupado de partidas para não ter comprometida a convocação para a Olimpíada.
Na volta ao Santos, no entanto, o camisa 10 atuou por 93 minutos diante do Figueirense e 94 minutos contra o Corinthians. Além disso, marcou já marcou um gol, em Florianópolis, na última quinta-feira. O clube alvinegro rejeitou na terça a primeira investida oficial do rival pelo jogador, cerca de R$ 11 milhões por 45% dos direitos econômicos que possui do meia. A alegação foi de que "a oferta estava muito longe de atender os interesses do Santos".