A rápida ascensão não assustou o garoto, que ganhou fama e prestígio à medida que enfileirou gols e boas apresentações com a camisa Tricolor. Foram nove jogos entre os titulares, quatro gols marcados e a esperança de que o novo camisa 11 (ele vestia a 29, mas ganhou o número da diretoria como reconhecimento pelo trabalho) possa vir a ser o sucessor de Lucas a partir do ano que vem, quando o titular deixa o Morumbi para se juntar ao milionário time do Paris Saint-Germain.
Já falando em tom de despedida, Ademilson acredita que conseguiu deixar uma boa impressão e garante que está longe de ter demonstrado todo seu potencial. "Acredito que correspondi. Procurei sempre fazer o que o Ney me pediu e tentei dar meu melhor. Ainda não atingi meu melhor, o torcedor ainda tem muito para ver. Se eu sair para a entrada do Luis, vou sempre me esforçar para continuar correspondendo", afirmou.

Com data marcada para deixar a equipe, nada melhor que uma exibição de gala em seu último ato antes de voltar para o banco. Ao lado de Lucas, ele formará um ataque de muita velocidade para tentar definir o jogo em um contragolpe. Se conseguir reeditar o sucesso no jogo contra a Ponte, ele guarda um fio de esperança para convencer Ney Franco a arrumar um lugar entre os titulares. "Expectativa a gente sempre tem, né, pode ser que ele pense e mude. Não vou atropelar as coisas, se tiver que ir para o banco eu vou tranquilo e vou trabalhar para fazer sempre o meu melhor", ponderou.
Prestigiado pela diretoria, queridinho dos torcedores e jogador de confiança de Ney Franco, Ademilson prepara seu "até breve" do time titular com a certeza de que, assim que surgir uma oportunidade, será aproveitado e muito mais maduro. "Estou mais acostumado ao clima do jogo, antes eu ficava meio nervoso quando entrava no segundo tempo e agora eu me sinto mais tranquilo para jogar meu futebol."