A competição, sempre tratada como o patinho feio do calendário, ganhou importância no Morumbi por causa da obsessão do clube em voltar a disputar o principal torneio do continente, algo que não acontece desde 2010.
Diretoria e comissão técnica avaliam que o caminho para a Libertadores é mais fácil pela Sul-Americana do que pelo Brasileiro, apesar da oferta maior de vagas no Nacional --são quatro, contra apenas uma na competição organizada pela Conmebol.
Numa visão geral, a escolha parece coerente. O campeonato internacional é bastante discutível tecnicamente, uma espécie de reunião do lado B da América do Sul.

Jefferson Coppola - 26.jun.12/Folhapress
Lucas, um dos destaques do São Paulo na vitória de sábado contra a Ponte
Baseada no mais recente ranking divulgado pela Conmebol, atualizado ontem, a posição média dos 33 participantes ainda vivos no torneio é bastante modesta: 57ª.
Desses, cinco não estão nem entre os cem primeiros na classificação da entidade --só dois são top 10, o Boca Juniors e a Universidad de Chile, atual campeã, que entra direto nas oitavas de final.
Hoje, o São Paulo (14º no ranking) recebe o Bahia (113º), às 21h15, no Morumbi, pelo jogo de volta da segunda fase da competição. Tem boa vantagem: venceu por 2 a 0 na ida e pode até perder por um gol de diferença.
Se passar pelo Bahia, terá apenas mais oito jogos até o título que o coloca na Libertadores-2013. Como comparação, a Copa do Brasil pode ser vencida em dez partidas --neste ano o Palmeiras foi campeão com 11 jogos, já que não conseguiu eliminar o duelo de volta da primeira fase, contra o Coruripe-AL.
Numa competição com equipes tão fracas, porém, o São Paulo deu azar e terá um caminho de pedras pela frente, enquanto avançar.
Em sua chave, projeta-se o Nacional (15º do ranking) nas oitavas de final, a Universidad de Chile (terceiro) nas quartas, e Universidad Católica (12º), Boca (nono) ou Independiente (13º) na semi --os argentinos se enfrentam.
São os cinco mais bem ranqueados presentes no torneio, excluído o São Paulo.
"É um jogo importante, precisamos de força máxima", pediu o lateral esquerdo Cortez. "O São Paulo tem que entrar para ganhar sempre. Vamos em busca desse título", concluiu Ademilson.
SÃO PAULO
Rogério; Paulo Miranda, Rafael Tolói e Rhodolfo; Rodrigo Caio, Denílson, Maicon, Jadson e Cortez; Lucas e Ademilson. T.: Ney Franco
BAHIA
Marcelo Lomba; Diones, Danny Morais, Titi e Victor Lemos; Fahel, Mancini, Gabriel e Zé Roberto; Lulinha e Ciro (Júnior). T.: Caio Júnior
Estádio: Morumbi Horário: 21h15
Árbitro: Sandro Meira Ricci (PE)
NA TV
São Paulo x Bahia
21h15 Fox Sports
Leonardo Lourenço, Folha