
Era a última chance do Corinthians para tentar lucrar com a negociação. Segundo Luiz Alberto Bussab, diretor jurídico do Timão, os arquivos das categorias de base foram revirados e não conseguiram encontrar nada que ligasse o jogador e o clube com a chancela da Federação. De acordo com as normas da Fifa, é preciso ter algum documento da Federação Paulista de Futebol, para ter validade no órgão internacional.
Já foram encontrados documentos do futsal da equipe e da Associação Paulista de Futebol que ligam o meia às categorias de base do clube, onde jogou dos 12 aos 13 anos, quando se transferiu para o São Paulo. Porém, isso não é suficiente. Para piorar, a família e o staff de Lucas também não querem se envolver no assunto e não estão dispostos a ajudar o Corinthians neste caso.
O clube esperava se beneficiar de uma lei da Fifa, chamada Mecanismo de Solidariedade, que diz que o clube formador do atleta tem direito a uma porcentagem na venda para o exterior. Como ele passou pelo Parque São Jorge antes de jogar no São Paulo, o time alvinegro queria ganhar com isso.
Como clube formador, o Corinthians teria direito a uma porcentagem sobre o valor da negociação de R$ 108 milhões, a maior da história do futebol brasileiro. A quantia deve ser paga pelo comprador – no caso, o PSG. É considerado formador todo clube pelo qual o jogador atuar entre 12 e 23 anos, apenas variando o percentual de compensação. O Timão teria, então, que receber algo em torno de 0,25% do valor total da transferência, algo em torno de R$ 270 mil.