A bola aérea, mais uma vez, foi um tormento para o trio de zaga. Já são 17 gols pelo alto na temporada. "Não é a defesa do São Paulo. A bola aérea incomoda a todos, tanto que incomodou a (defesa) do Fluminense também", minimizou o goleiro Rogério Ceni, que saiu errado no gol de Leandro Euzébio e não conseguiu cortar o cruzamento de Thiago Neves.
A situação pode ficar ainda mais complicada porque Rafael Toloi levou o terceiro cartão amarelo e desfalca a equipe contra o Grêmio. Sem ele, que vinha fazendo a sobra e é o defensor em melhor fase técnica, Ney Franco se vê em um dilema e pode até abandonar o 3-5-2 para atuar com dois zagueiros. Dessa forma, Paulo Assunção ou Casemiro podem ganhar uma vaga, para reforçar a marcação no meio.

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Enquanto Ney quebra a cabeça, os zagueiros tentam sair da berlinda. Com média superior a um gol sofrido por partida (são 18 em 15 jogos no Brasileiro), eles lembram que vinham de uma sequência positiva e enxergam as falhas de quinta com naturalidade. "Estávamos bem nos últimos três jogos e havíamos levado apenas um gol. Sofrer um gol ou outro em uma partida é uma coisa normal", analisou Rhodolfo.