
A queda do atleta teve início com Adilson Batista, continuou com Emerson Leão e parece não ter fim mesmo com Ney Franco. A expectativa de todos no Morumbi era de que o atleta, com a chegada do técnico que o comandou na seleção brasileira sub-20, iria crescer de rendimento e voltar a ser protagonista. No entanto, a situação é bem diferente. Nos seis jogos em que Ney Franco comandou a equipe, Casemiro estava à disposição em cinco (suspenso, não pôde jogar contra o Flamengo). Foi titular em uma partida e, nas outras quatro que ficou no banco, entrou em três no segundo tempo.
Um bom exemplo da situação do atleta pode ser visto na partida da última quarta-feira, contra o Bahia, pela Copa Sul-Americana. No primeiro, o técnico Ney Franco resolveu sacar Rodrigo Caio, que estava com um cartão amarelo. Casemiro estava no banco, mas o treinador optou pela entrada do garoto João Schmidt, outra cria das categorias da base do CT de Cotia.
A situação, claro, incomoda Casemiro. Apesar da alegria que tenta mostrar nos treinos, o jogador achava que o novo técnico mudaria sua vida, o que não aconteceu. A janela de transferências para o exterior se encerra no dia 31 e, se surgir alguma proposta, o volante irá considerar seriamente a possibilidade de respirar novos ares. Se não ocorrer agora e nada mudar até dezembro, sua saída será inevitável no final do ano.
Questionado sobre o assunto, o técnico Ney Franco explica que a questão física o impede de usar Casemiro como gostaria.
– Conversei com o meu preparador físico e achei que o Casemiro estava muito abaixo na questão física. Tivemos uma experiência no jogo contra o Atlético-GO, quando ele atuou 20 ou 25 minutos e não correspondeu. Para recuperar o atleta em todos os sentidos, é preciso que ele esteja bem fisicamente. Daqui a pouco ele vai começar jogando – ressaltou.
