Após Fabrício, clube torce contra lesão ao apresentar Paulo Assunção

Fonte Gazeta esportiva.net
Em 5 de janeiro deste ano, Adalberto Baptista entregou a camisa 8 do São Paulo a Fabrício, grande esperança de marcação no meio-campo do time. Mas o ex-volante do Cruzeiro, atrapalhado por quatro lesões, só jogou quatro vez. E foi com essa lembrança que o diretor de futebol entregou nesta segunda-feira a camisa 12 à nova aposta na cabeça de área: Paulo Assunção.
“Espero que você tenha um desempenho sem lesões. Eu lhe desejo toda sorte do mundo para mostrar o futebol que nos fez contratá-lo”, disse Adalberto Baptista ao volante. Os problemas musculares e, principalmente, a cirurgia no joelho esquerdo que deixará Fabrício sem jogar até 2013 foram traumáticos no clube, já que Wellington, outra opção na vaga, também operou o joelho esquerdo e só volta na segunda quinzena de agosto.
Paulo Assunção usará a camisa 12 que era de Fernandinho, atualmente atacante do Al-Jazira, dos Emirados Arabes Unidos, e que teve sua passagem de dois anos e meio no Tricolor atrapalhada por seguidas contusões. Mas o jogador vindo do Atlético de Madri está bem fisicamente. Participou dos primeiros 20 dias da pré-temporada do clube espanhol e já treina no CT da Barra Funda desde sábado.
Por isso, assume a responsabilidade de cão-de-guarda. “Vou procurar somar com minha qualidade de segurar o meio-campo. O São Paulo tem muitos bons jogadores para jogar lá na frente, mas nenhum que fica à frente dos zagueiros. Sou esse volante mesmo. Posso dar mais liberdade ao Denilson e marco para os meias saírem com liberdade, mato a jogada no contra-ataque”, assegurou.
O meio-campista, formado no Palmeiras, foi a única contratação do São Paulo vinda do exterior. O presidente Juvenal Juvêncio fez questão de trazê-lo e gostou de ouvir elogios de Kaká, que o enfrentou pelo Real Madrid, e do zagueiro Miranda e o meia Diego, ex-Santos, seus companheiros no Atlético de Madri na última temporada.
“Fiquei muito feliz com as palavras de Kaká, Miranda, Diego, são todos grandes jogadores. Agora vou procurar fazer o máximo para manter isso”, prometeu Paulo Assunção, há dez anos no futebol europeu e reserva nos últimos meses na Espanha com a chegada de Diego Simeone para comandar o Atlético. “Não estava jogando muito porque trocou o treinador, mas eu era um cara de grupo, sempre ajudei.”
E é exatamente de ajuda que o São Paulo precisa, já que Denilson, segundo volante de origem, tem se sacrificado para ser o principal marcador do meio-campo. Após viajar à Inglaterra para negociar pessoalmente a permanência de Denilson até junho de 2013, Adalberto Baptista espera que Paulo Assunção também justifique o esforço feito para tê-lo também por um ano no clube.
“Foi uma negociação que se arrastou até os 48 minutos do segundo tempo, mas deu certo. Tenho certeza de que é um grande reforço não só por sua experiência internacional e sua rodagem, mas do lado esportivo também para nos dar muita alegria. Já mostrou ser pé-quente, esteve ontem (domingo) no Morumbi”, falou Adalberto Baptista, que acompanhou o novo volante como espectador da goleada sobre o Flamengo.
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