“O adutor está doendo há alguns dias, hoje (domingo) senti um pouco na hora de bater na bola. Vou colocar gelo, dar uma tratada para fazer uma avaliação melhor amanhã (segunda-feira) e na terça-feira”, afirmou Rogério Ceni, que foi o último atleta a deixar o estádio porque ficou fazendo tratamento logo depois que terminou suas entrevistas no gramado.
“Eu me senti bem, mas um pouco cansado, para ser honesto. Esta semana foi puxada nos treinamentos. Eu me senti bem na quinta, na sexta, mas fui cansando, minha virilha doía quando batia faltas e estou com essa dor no adutor”, continuou o atleta de 39 anos, que mantém uma proteção para diminuir os movimentos no ombro direito operado há seis meses.
Ney Franco, porém, ainda nem cogita ter o veterano como desfalque na quarta-feira, contra o Bahia, em Salvador, pela Copa Sul-americana. “O São Paulo tem goleiro à altura para substituir o Rogério, dá tranquilidade ter um goleiro de alto nível no banco de reservas com capacidade de ser uma peça muito importante. Mas esperamos que o Rogério tenha sequência de jogos para entrar em forma o mais rápido possível.”
A preocupação do técnico e de sua comissão é que o camisa 01 evolua para fases mais decisivas do Campeonato Brasileiro e da Copa Sul-americana. Neste domingo, por exemplo, foi solicitado duas vezes: em chute que pareceu recuo de Adryan, impedido, e ao sair da área, furando em lance que só não virou gol de Vagner Love porque Cortez apareceu. “Detalhes técnicos como reflexo só se adquire com ritmo de jogo”, disse Ney.

No São Paulo, mesmo as dores na coxa direita e outros problemas musculares são relacionados aos 39 anos de idade do goleiro. Já está previsto que o ídolo fará frequentemente trabalhos de manutenção para se apresentar em boas condições, ao menos, até o fim do ano, quando acaba seu contrato – que não será renovado apenas se ele não quiser. Só não poderá ser poupado nos treinos pela necessidade de ritmo de jogo para os atletas de sua posição.
Mas Rogério Ceni é difícil de ser convencido a não jogar, por isso serão raros os momentos em que o veterano desfalcará equipe. Mesmo o seu ombro direito não está 100%, tanto que ele poupa os movimentos no local até mesmo em gestos como abraços e apertos de mão, além de manter uma proteção na área operada em janeiro.