Pouco antes de Rogério Ceni aparecer para dar sua primeira entrevista coletiva no ano, Ney Franco falava no CT da Barra Funda da esperança que tem na volta do goleiro para arrumar uma defesa que levou quatro gols do Atlético-GO só no primeiro tempo da derrota de quarta-feira. O capitão, porém, já avisou que pode, no máximo, ajudar. E solicitou participação de todos conversando em campo.
“Não sou o salvador da pátria, pelo amor de Deus. Só estou me juntando a um grupo que perdeu vários jogadores”, disse o camisa 01, citando desfalques como Lucas e Bruno Uvini, na Seleção Brasileira, Wellington, Cañete e Fabrício, machucados, além de Douglas e Casemiro, suspensos para domingo, contra o Flamengo.
É exatamente nesta voz que o técnico deposita sua confiança. “Além de exercer um papel de liderança, com perfil de capitão, o Rogério entende muita a parta tática do jogo. E se comunica muito bem, faz muito bem a orientação para zagueiros e alas. Está voltando em um bom momento”, comemorou Ney Franco.
Rogério Ceni concorda na importância da conversa. “Futebol se ganha muito na garganta. Falar é uma coisa importante”, afirmou, emendando, porém, outro aviso. “Minha volta não garante absolutamente nada. Se não correr, marcar, fazer pressão, se entregar, conquistar e trazer o torcedor, o time não ganha jogo. Aí, não adianta nada a minha experiência. Temos que fazer acontecer no jogo.”
A cobrança é por maior participação de todos. Ao apontar bons zagueiros no elenco, o goleiro citou Rhodolfo, mas lembrou que atletas como Lugano, Miranda, Alex Silva, André Dias e Breno, defensores lembrados com saudosismo pelo torcedor, tinham o suporte dos volantes, meias e atacantes na marcação para serem destaques entre 2005 e 2008 nos títulos do Mundial, da Libertadores e no tricampeonato brasileiro.
“A visão de jogo da minha posição é muito privilegiada, então se faz necessário posicionar bem a defesa. Mas não pensem que orientar a defesa faz não tomar gol. É desde lá na frente marcando, isso que dá consistência ao time”, opinou o veterano.
Rogério Ceni assume a responsabilidade. E quer que todos façam o mesmo. “Temos ótimos jogadores, mas precisamos fazer acontecer. Não vou resolver os problemas do São Paulo, vou tentar ajudar. Mesmo porque sou goleiro, só de vez em quando vou lá na frente para ter chance de fazer gol”, reforçou o goleiro-artilheiro.
Ceni pede que equipe use mais garganta e avisa: "Não salvo a pátria"
Fonte Gazeta esportiva.net
27 de Julho de 2012
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