"Será um momento muito emocionante. Falei que a história não acabava", disse o goleiro de 39 anos, que tem contrato até dezembro e ainda não teve a oportunidade de entrar em campo nesta temporada por conta da lesão. A contusão que havia segurado o ídolo do São Paulo por mais tempo tinha sido uma fratura no tornozelo esquerdo, com quatro meses de recuperação.

"Foi o período mais longo da minha carreira. Senti falta, é a minha profissão, a vida que escolhi. Com tanto tempo parado, uma parte sua acaba morrendo junto", afirmou o camisa 1. "Falam que estes seis meses passaram rápido, mas, se você trabalhar todos os dias em dois períodos, o dia demora um pouco mais a passar", prosseguiu.
A saudade de estar em campo ficou clara nas palavras do atleta mais experiente do elenco. "Senti falta do jogo, da torcida, do calor, da cobrança, da dificuldade, da alegria, do sofrimento, do grito de gol... Senti falta de tudo que faz parte e molda o mundo do futebol, de subir o túnel e ouvir o torcedor gritando."
Todas as sensações serão retomadas na partida marcada para as 16 horas (de Brasília) deste domingo. E Rogério Ceni não aceita ser exaltado por voltar no prazo mínimo estipulado pelos médicos - ao ser operado, havia a possibilidade de ele estar à disposição somente em setembro, oito meses após a cirurgia.
"Eu surpreenderia se voltasse em cinco meses. Não fiz nada demais com relação ao tempo de volta. Fiquei feliz da volta em si, independentemente se o prazo fosse de cinco, seis, sete meses", apontou, sorrindo ao falar do lado "positivo" da lesão. "Não senti falta de concentrar. Ficar seis meses em casa foi uma surpresa. É agradável retornar todas as noites para casa", finalizou.