Torcida quer Juvenal fora do clube

Fonte Diário de SP
Se estivesse participando de um reality show, Juvenal Juvêncio teria de enfrentar o temido paredão. Diante da crise sem fim que atormenta o Morumbi, agravada após a derrota para o Atlético-GO (4 a 3), na quarta-feira, a torcida são-paulina voltou a pedir a cabeça do presidente tricolor. Na manhã desta quinta (26), os muros do CT da Barra Funda amanheceram pichados com os dizeres: “Fora Juvenal, seu ciclo acabou”.
Mas, diferentemente do que acontece com os participantes do programa de TV, não bastará apenas o clamor público para destituir o mandatário. Além disso, Juvenal também não parece se importar muito com os protestos da torcida.
Em tom bem-humorado, o dirigente desdenhou das manifestações e aproveitou para fazer campanha em seu favor.
“Houve isso (pichações)? Não vi. Que mau gosto, não? Se você fosse são-paulina, não escreveria para eu sair, mas para eu ficar”, disse o presidente do São Paulo para a repórter Mayra Siqueira, da Rádio CBN.
O cartola, contudo, reconheceu que o time vem jogando mal.
Classificou como “lamentável” a derrota para os goianos e afirmou, também, que o Tricolor tinha obrigação de vencer, mesmo com os desfalques.
“Estávamos sem Rogério Ceni, Luís Fabiano, Wellington, sem o Cañete, esse argentino que custou muito caro. Mas, claro, isso não é desculpa, pois tínhamos de vencer com quem estava lá”, comentou.
Juvenal fez questão, porém, de afirmar que o técnico Ney Franco terá total tranquilidade para trabalhar. E disse que é cedo para avaliar o treinador.
“Não dá para analisar o Ney Franco, é começo, mas temos muita fé nele. É muito sério, muito trabalhador, digno, está conhecendo bem os atletas. Acredito que ele vá avançar nisso”,declarou.
Sem vandalismo
Ex-superintendente do São Paulo, agora postulante à presidência do clube pela oposição, o vereador Marco Aurélio Cunha considera normal a torcida protestar. “O mau resultado sempre gera todo tipo de crítica”, ressaltou.
Marco Aurélio pondera, no entanto, que as manifestações precisam ter limites. Ele condena os atos de vandalismo de parte da torcida. E acrescenta que cabe aos sócios agirem para mudar os rumos do clube.
“É hora de fazer uma autoavaliação. Mas não sou eu quem vou julgar o momento do São Paulo ou da diretoria. São os sócios que devem fazer isso”, analisou o ex-dirigente.
O conselheiro são-paulino adverte que ainda é cedo para avaliar o trabalho de Ney Franco, mas faz um alerta: “Eu acho que é cedo para o Ney Franco, mas não é cedo para o São Paulo”, enfatizou. “A torcida só tem de entender que o time não vai mudar da noite para o dia”, concluiu Cunha.
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