
“Não sei se a palavra é vergonha. Se não tivéssemos feito o que fizemos no segundo tempo, a palavra seria vergonha”, apontou o técnico. “Não se pode falar que faltou raça, entrega. Jogamos para cima, sufocamos, com possibilidade de procurar o empate no segundo tempo.”
No intervalo, Ney Franco protegeu mais o lado direito da defesa com a improvisação do volante Rodrigo Caio no lugar de Douglas, abdicou do 3-5-2 trocando o zagueiro Edson Silva pelo volante Casemiro, que sofreu pênalti que Jadson converteu logo aos três minutos. Aos 17, Rafael Toloi diminuiu com um golaço, mas a esperança de recuperação do péssimo primeiro tempo não se confirmou no placar, que terminou em 4 a 3 a favor dos goianos.
“O nosso segundo tempo não cobre os erros do primeiro. Temos que ser realistas. Uma equipe como a do São Paulo, independentemente do adversário e da situação em que está, em casa ou fora, não pode tomar quatro gols. A realidade é essa”, confessou o treinador do Tricolor paulista.
Em meio a exaltações a seus comandados, Ney Franco aponta qualidades no adversário que venceu pela segunda vez neste Brasileiro e só deixou a última colocação por conta dos três pontos somados nesta quarta-feira. “No primeiro tempo, tivemos situações de posse de bola, mas erramos na bola aérea e o adversário teve competência por chegar cinco vezes e fazer quatro gols”, elogiou.