Mudanças

Fonte Estadão
Não precisou de muito tempo para os jogadores detectarem mudanças.
E o chefe, as deficiências são-paulinas. Preocupado em dar respostas rápidas, Ney Franco não se importou com os problemas que poderia arranjar em citar o Corinthians - o da Libertadores - como exemplo de comportamento coletivo.
A resposta do treinador veio de duas formas. Primeiro surgiu no discurso: envolvimento, comprometimento, empenho e marcação. Palavras perfeitas parar definir o time que não marca ninguém, acostumado a observar o oponente e não a enfrentá-lo.
A falta de tudo isso já explicaria o insucesso de qualquer grupo e sistema, mas era necessário também ajustar a estrutura tática. Ontem, contra o Figueirense, sem Lucas e Luis Fabiano, Ney optou pelo 3-5-2 para proteger a defesa do estilo de Cortez. Isso mesmo, o cabeludo do setor esquerdo tem sido ótimo caminho para o ataque. O problema é que essa via serve ao São Paulo e a seus adversários. Cortez não aprendeu a jogar como lateral, não reconhece a primeira missão da posição, a de marcar. Não integra a defesa.
Aí se justifica o sistema que ainda é a salvação de muitos treinadores brasileiros. Para tornar o time menos vulnerável e conquistar a primeira vitória no comando, Ney Franco escalou Denílson e Maicon para guardar seus três zagueiros, subiu os laterais para o meio-campo e aproximou Jadson de William José e Ademílson, menino da base que ele conhece bem, autor do primeiro gol.
Agora falta dar um jeito no jogo coletivo, o responsável por ganhar títulos, aquele em que todos reconhecem suas obrigações, atacam e defendem. Não é utopia falar nisso, os exemplos são claros. Esse entendimento é o que mais contribui para a conquista de títulos.
A quatro meses do término do Brasileirão, a lógica seria encontrar o São Paulo mais bem arrumado, precisando apenas de alguns ajustes para competir pelo título. A realidade, entretanto, apresenta uma situação atípica para um clube que por muito tempo foi modelo de organização. Ney Franco acabou de chegar e terá que ser criativo para transformar um grupo de bons jogadores em uma verdadeira equipe de futebol.
A 27 rodadas do encerramento do campeonato, com direito a uma Copa Sul-Americana no caminho, falar em treinamento é provocação para quem está espremido e esfolado pelo calendário. A situação é terrível para um treinador que vem da academia, formado para desenvolver treinamentos objetivos, com sentido prático, de aprendizagem consistente, coletiva, diferente daquelas enrolações que servem apenas para fazer o tempo passar.
Por enquanto, o 3-5-2 é boa alternativa. Está carimbado no tricampeonato brasileiro de Muricy Ramalho. E continuará sendo utilizado, mais por necessidade que por superstição.
Agora falta aprender a marcar, a pressionar o adversário com a bola, e deixar que apenas o torcedor assista ao jogo. No campo, deve-se jogar.
Avalie esta notícia: 8 3
VEJA TAMBÉM
- Comissão de Ética recomenda afastamento de importante conselheiro após desentendimento com Harry Massis
- Fora dos planos? Joia da base é cortada dos relacionados por Roger Machado
- VÍDEO: Apuramos tudo sobre Everton Cebolinha podendo chegar no São Paulo
- Comissão milionária em contrato com a Unimed gera suspeitas e abala diretoria do São Paulo
- Vai sair? São Paulo ainda não sabe se renovará com Lucas Moura



Comentários

Nenhum comentario!
Enviar comentário
Para enviar comentários, você precisa estar cadastrado, clique Aqui. Para fazer login, clique Aqui.

Próximo jogo - Brasileiro

Dom - 16:00 - MorumBIS -
São Paulo
São Paulo
Bahia
Bahia
FórumEntrar

+Comentadas Fórum

Entrar

+Lidas Notícias

LogoSPFC.net
©Copyright 2007 - 2026 | SPFC.net