A diretoria tricolor crê ter direito a um valor equivalente a 2,5% ou 3% do total, pelo tempo que Oscar esteve entre os jogadores do clube, entre os 14 e os 19 anos.
Para a Fifa, o período de formação de um jogador vai até os 23 anos. Qualquer negociação deve reservar 5% ao clube formador. Se for mais de um, o montante é dividido de forma proporcional.

O São Paulo não fala sobre o assunto porque a venda de Oscar não foi confirmada. Mas, no Morumbi, o negócio já é motivo de festejos.
Pelo raciocínio são-paulino, a equipe deve lucrar mais do que o Inter com o meia.
Isso porque o acordo que encerrou o imbróglio jurídico entre atleta e clube há poucos meses rendeu R$ 15 milhões para o São Paulo --valor que atingirá os R$ 17 milhões se a venda para o Chelsea for sacramentada.
De acordo com cartolas tricolores, o Inter teria direito a R$ 38 milhões desse total, já que detém 50% de Oscar.
Os gaúchos, porém, já teriam gastado R$ 25 milhões para segurar o meia: R$ 10 milhões dados ao empresário Giuliano Bertolucci por 40% dos direitos --o Inter recebeu 10% quando Oscar desembarcou no Beira-Rio--, mais os R$ 15 milhões do acordo com o São Paulo. O lucro colorado seria de R$ 13 milhões.
A expectativa é que o acerto com o Chelsea seja oficializado em breve. Com a seleção em Londres para os Jogos Olímpicos, o meia se encontrou anteontem com membros do departamento médico do clube inglês para exames. Depois, se reuniu com representantes do atuais campeões europeus na concentração brasileira.